Mercado do Calhabé: aqui compram produtos biológicos e de produtores locais

Há 6 anos que Maria Celeste vende fruta e hortaliça no Mercado do Calhabé das 6h às 13h, todos os dias, excepto à segunda-feira. Sempre vendeu em mercados mas nos últimos anos decidiu optar por este. Tem uma horta em casa, que fica próxima de Coimbra, e todas as manhãs leva seus produtos frescos para sua banca, que é a primeira do mercado, do lado esquerdo.

O Mercado do Calhabé fica no n.º 8 da Travessa dos Combatentes da Grande Guerra, no centro de Coimbra. Funciona de 3.ª feira a Domingo da parte da manhã e de tarde até às 13h). À 3.ª das 17h às 20h e ao Sábado de manhã, recebe o Mercadinho do Botânico, com produtos biológicos. 

Maria Celeste conta que a produção dela é toda natural e defende que por isso é melhor do que se encontra nos supermercados. Entre os diversos alimentos que vende estão maçãs, peras, kiwis, tomates, pepinos, alfaces, nabos, alho francês, couves, cebolas, batatas, azeitonas, cerejas, morangos, damascos, laranjas, alho e muitos outros.

A comerciante nota que, mesmo durante a pandemia, o movimento continuou constante; que as pessoas continuaram a ir regularmente ao mercado para comprar alimentos, com um acréscimo na procura de produtos orgânicos.

Helena Brito, também vendedora no Mercado, confirma. Diz que há um aumento na procura por biológicos, porém acredita que durante a pandemia o movimento de pessoas não se manteve: cresceu. Sua banca fica do lado direito do Mercado do Calhabé, bem ao centro. Conta que vive a 11 km de Coimbra e vende no mercado todos os sábados os produtos biológicos que ela mesma cultiva. Sua mãe era agricultora e decidiu dar continuidade ao trabalho dela. Tem couve lombarda, favas, nabiças, salsa, espinafres, acelga e abóboras, por exemplo. Um detalhe interessante do mercado é o facto de a grande maioria dos alimentos não estarem embalados em plástico. Vários clientes levam o próprio saco para guardar as compras, contribuindo para uma menor utilização desse material tão danoso para o meio ambiente.

Continuando a visita sempre em frente, pelo corredor principal do mercado, à esquerda fica a banca de Veruska Caldera. Brasileira, mora em Portugal há 23 anos. É vegana e conta que sempre postava fotos em redes sociais dos alimentos que preparava. As pessoas ficaram interessadas e passaram a pedir as receitas. Foi aí que Veruska resolveu criar seu próprio blog e conta Instagram. Há duas semanas, começou a vender no mercado aos sábados de manhã, empadas, bolos com açúcar ou com geleia, pizzas, tortas e pastéis veganas feitos com produtos biológicos, que também podem ser encomendadas pelo Facebook ou Whatsapp (969 942 022).

Ao lado de Veruska está Joana Asoudaim. Inglesa, está em Portugal há 30 anos e também vende produtos veganos. Conta que em Portugal há poucas opções de produtos sem carne, por isso resolveu cozinhá-los ela mesma. Tempeh, chamuça, empada, calzone, bolos, conserva de picles e de doces, além dos pães – tudo feitos com farinha de espelta. Embora consuma carne, Joana afirma que o faz poucas vezes, e que a sua alimentação tem por base, na maioria das vezes, produtos vegetais. Está no Calhabé há 6 anos mas admite que para ela o número de clientes durante a pandemia diminuiu.    

Saindo da parte central do mercado, há pequenas casas que o cercam e, embora a maioria tenha as portas fechadas, uma está em funcionamento: a peixaria Estrela do Mar. Abre de 3.ª a 6.ª feira, das 8h às 15h e de sábado, das 8h30 às 13h. Laurinda Antunes é a dona da peixaria há 10 anos e quem passa lá mais tempo, mas a filha, Solange Santos, também ajuda a cuidar do negócio. Laurinda trabalhava numa fábrica de têxteis mas quando a empresa faliu, ficou desempregada. Todos os sábados tinha o costume de ajudar os antigos donos da
peixaria e, quando resolveram vender, aproveitou a oportunidade.

O peixe é comprado todos os dias na Figueira da Foz, às vezes em Aveiro, e levado até Coimbra, por isso a oferta varia de dia para dia. Podem ter pescado, marmota, corvina, salmão, polvo, tamboril, entre outros. Solange Santos conta que durante a pandemia alguns clientes, que frequentavam a peixaria com regularidade, deixaram de ir. No entanto, novos começaram a aparecer. Também a dona da peixaria defende que o movimento no Mercado do Calhabé tem crescido, tal é a procura. Tiago Freitas é exemplo disso. Vegetariano, diz que já é cliente fiel e considera os preços acessíveis, não muito superiores aos de um supermercado comum. Hoje comprou hortaliças, frutas e um bolo de lima natural.

O Mercado do Calhabé funciona desde 1942. Não dá para pagar com multibanco, apenas dinheiro e, como dissemos, a fruta, legumes e hortaliças são cultivadas e vendidas por produtores locais, parte deles biológicos. Os alimentos que são vendidos nos supermercados têm, muitas vezes, agrotóxicos e vermicidas e uma das vantagens dos produtos biológicos, por exemplo, é o facto de serem cultivados de forma natural, sem adição de químicos para crescerem e a diferença percebe-se no sabor. Todo o processo, da plantação até a colheita, é natural. Até as sementes são biológicas e os adubos orgânicos. 

O peixe é comprado todos os dias na Figueira da Foz, às vezes em Aveiro, e levado até Coimbra, por isso a oferta varia de dia para dia. Podem ter pescado, marmota, corvina, salmão, polvo, tamboril, entre outros. Solange Santos conta que durante a pandemia alguns clientes, que frequentavam a peixaria com regularidade, deixaram de ir. No entanto, novos começaram a aparecer. Também a dona da peixaria defende que o movimento no Mercado do Calhabé tem crescido, tal é a procura. Tiago Freitas é exemplo disso. Vegetariano, diz que já é cliente fiel e considera os preços acessíveis, não muito superiores aos de um supermercado comum. Hoje comprou hortaliças, frutas e um bolo de lima natural.

O Mercado do Calhabé funciona desde 1942. Não dá para pagar com multibanco, apenas dinheiro e, como dissemos, a fruta, legumes e hortaliças são cultivadas e vendidas por produtores locais, parte deles biológicos. Os alimentos que são vendidos nos supermercados têm, muitas vezes, agrotóxicos e vermicidas e uma das vantagens dos produtos biológicos, por exemplo, é o facto de serem cultivados de forma natural, sem adição de químicos para crescerem e a diferença percebe-se no sabor. Todo o processo, da plantação até a colheita, é natural. Até as sementes são biológicas e os adubos orgânicos. 

Além de ser benéfico para a saúde, o cultivo biológico é vantajoso para o meio ambiente porque não fere os solos, as técnicas são de baixo impacto ambiental, procura preservar os recursos naturais e reduz a contaminação das águas subterrâneas e a poluição do ar.

Ir ao mercado é uma forma de apoiar pequenos agricultores locais e consumir produtos frescos por isso, apesar de pequeno, o Mercado do Calhabé vale a pena a visita, mais não seja pela simpatia dos vendedores, dispostos a ajudar-nos a encontrar ou descobrir os alimentos certos.

Texto: Fernanda Paçó
Fotos: Coolectiva

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Wilma Baez
05.06.2021

Parabéns.
Os comentários a ilustração foram um aprendizado para conhecermos melhor e mais a Cidade de Coimbra

Wilma Baez
05.06.2021

Parabéns.
O seu trabalho está maravilhoso em todos os detalhes