Está servido e à venda o primeiro poema visual de homenagem a António Aragão

É uma obra de arte mas com utilidade em casa e na hotelaria, que se pode usar no dia-a-dia ou em situações especiais ou eventos. É também um objecto_texto, peça educativa. Uma oportunidade. Uma peça de prestígio, nas palavras do autor, António Barros. O poeta e artista plástico criou a edição especial de um dos poemas visuais de homenagem ao amigo e conterrâneo António Aragão, nascido há um século, em forma de prato de porcelana com 27 cm de diâmetro da SPAL.
 
A obra é parte integrante da colecção Vulcânico PaLavrador, uma elegia a Aragão, antigo estudante da Universidade de Coimbra cujo centenário do nascimento é comemorado este ano. 
Este poeta, com Herberto Helder, foi fundador da PoEx _Poesia Experimental em Portugal, e com o meu pai, Alfredo Barros, criou o Museu da Quinta das Cruzes no Funchal, refere Barros, que explica que vê a dignidade que resulta no surgir à mesa esta peça. A ironia, e o lembrar António Aragão que privava à mesa com os amigos as suas tertúlias e ensinamentos.
 
Cada prato, numerado e assinado pelo autor, custa 25€ e servirá para ajudar a custear a produção de um filme que António Barros está a realizar sobre António Aragão e Herberto Helder. É acompanhado de um catálogo explicativo, cujo texto original está residente no Arquivo Digital da Literatura Experimental Portuguesa, na Universidade Fernando Pessoa, no Porto.

António Aragão

Nasceu há 100 anos, no dia 21 de Setembro de 1921, em São Vicente, costa norte da Ilha da Madeira, mas foram várias as cidades europeias que António Aragão habitou desde Coimbra e Lisboa a Roma e Paris. A partir dos anos 60, é o Funchal que aquele que foi um dos principais dinamizadores da Poesia Experimental Portuguesa, um movimento interartístico e antissistema, escolhe para viver e trabalhar, mantendo o diálogo com artistas, projectos e organizações nacionais e internacionais. Aragão foi escritor, poeta, pintor e historiador. Foi director do actual Arquivo Regional da Madeira e publicou diversas obras sobre história, urbanismo e etnografia do arquipélago. Sem dessemantizar completamente imagem e palavra, António Aragão consegue um poderoso estranhamento que coloca o espectador perante absurdas combinações de textos e imagens de um mundo sobrecarregado das mais variadas mensagens, lê-se no Arquivo Digital da PO.EX. Faleceu em 2008.

António Barros

Amigo e conterrâneo de António Aragão, embora de uma geração posterior, o também poeta experimental António Barros preparou um projecto de 9 textos visuais intitulado Vulcânico PaLavrador, que além das edições especiais em prato, deve ser publicado em livro (Vulcânico PaLavrador – Elegia a António Aragão) com edição do MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira. A obra de Barros pode filiar-se quer na poesia experimental portuguesa, quer no movimento Fluxus internacional. Trata-se de uma obra intermédia, na qual a dimensão plástica dos objectos, colagens e instalações é sujeita a operações de renomeação metafórica dos referentes e à exploração da visualidade gráfica da palavra, consta no Arquivo Digital PO-EX. O criador estudou na Universitat de Barcelona e Universidade de Coimbra, onde é director de imagem. Tem obras em diversas colecções, integrou o Círculo de Artes Plásticas da Academia de Coimbra, criou e dirigiu projectos como a revista Artitude:01, bem como diferentes programas e obras cénicas no domínio da imagem para dança e cenografia para teatro. Podem reservar o vosso prato poema através do Facebook ou email do artista: artitude.ab@gmail.com. 

António Barros

Amigo e conterrâneo de António Aragão, embora de uma geração posterior, o também poeta experimental António Barros preparou um projecto de 9 textos visuais intitulado Vulcânico PaLavrador, que além das edições especiais em prato, deve ser publicado em livro (Vulcânico PaLavrador – Elegia a António Aragão) com edição do MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira. A obra de Barros pode filiar-se quer na poesia experimental portuguesa, quer no movimento Fluxus internacional. Trata-se de uma obra intermédia, na qual a dimensão plástica dos objectos, colagens e instalações é sujeita a operações de renomeação metafórica dos referentes e à exploração da visualidade gráfica da palavra, consta no Arquivo Digital PO-EX. O criador estudou na Universitat de Barcelona e Universidade de Coimbra, onde é director de imagem. Tem obras em diversas colecções, integrou o Círculo de Artes Plásticas da Academia de Coimbra, criou e dirigiu projectos como a revista Artitude:01, bem como diferentes programas e obras cénicas no domínio da imagem para dança e cenografia para teatro. Podem reservar o vosso prato poema através do Facebook ou email do artista: artitude.ab@gmail.com. 

Texto: Filipa Queiroz
Foto: António Barros, Aragao.orgArquivo Digital da PO.EX

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