Transformem o dia numa viagem interactiva à Era medieval na Torre de Almedina

O Castelo de Coimbra situava-se estrategicamente num dos topos da colina, permitindo vigiar as imediações da cidade e, em caso de cerco, defender e servir de refúgio para as populações... Assim se ouve na primeira sala da Torre de Almedina, que reabriu ao público com novos conteúdos, equipamentos multimédia interactivos e integrativos. Através de um ecrã touch, podemos selecionar a nossa viagem virtual pela Coimbra Medieval, dos meados do século XIII, projectando um filme na tela de imagens reconstitutivas e actuais dos elementos mais marcantes da muralha e da cidade.

Os professores universitários Walter Rossa e Luísa Trindade são os autores da nova maqueta da muralha, actualizada de acordo com os mais recentes achados e com uma segunda versão que pode ser tateada pelos visitantes invisuais. 

De uma forma bastante intuitiva, ideal para as crianças, por exemplo, podemos conhecer a história de Coimbra e as suas muralhas, das Torres D. Joana e Trabuquete à Torre e Porta de Belcouce, da Porta da Traição à Judiaria, passando pelo Aqueduto, a Porta do Sol, o Mosteiro de Santa Cruz, a Torre da Contenda, a Torre de Anto ou Prior do Ameal, a Porta Nova, a Sé Velha e, claro, a própria Porta e Torre de Almedina, que era a entrada principal da cidade intra-muros e o acesso mais importante ao nível militar e civil, com muito movimento. 

O Núcleo da Cidade Muralhada foi modernizado pela Câmara Municipal de Coimbra, numa iniciativa parcialmente financiada pelo programa Promuseus19, e permite ficar a conhecer in loco a interessante história da cidade, nomeadamente a muralha medieval que condicionou toda a organização urbana.

Vistas e exposição

Na mesma sala das maquetes, destacam-se pormenores do edifício onde podemos imaginar cavaleiros a disparar as suas setas ou a derramar caldeirões de água a ferver através dos curiosos mata-cães, que são aberturas no chão que havia nas fortificações medievais,, através das quais se podia observar os atacantes que se encontravam na base da muralha e atacá-los em sua defesa.

Mas há mais. Também há um pequeno pátio e escadas em pedra que dão acesso a um piso superior, onde está um sino original - que servia para anunciar ou alertar para a chegada de intrusos -, e uma antiga sala de reuniões, com um belíssimo candelabro e tecto em madeira, com a exposição O espaço urbano de Coimbra da Idade Média aos anos 70 do século XX. Garantimos que, mesmo se forem de Coimbra, vão ficar surpreendidos com a informação e as imagens que encontram, além de poderem apreciar vistas únicas do centro histórico da cidade e não só. Há textos disponíveis em 5 idiomas: além do português, o inglês, castelhano, francês e italiano. 

No exterior

Quando saírem do interior da Torre de Almedina, não se esqueçam de apreciar a Porta ou Arco ao descer e reparar onde ficam e como são vistos de fora os mata-cães, os desenhos gravados nas paredes e todo o  restante edifício. Durante séculos, a Almedina (Alta) e o Arrabalde (Baixa) constituíam a cidade em torno da qual existiam vários conventos e mosteiros, rodeados de pequenos burgos. As muralhas protegiam os principais edifícios do poder religioso, como a Sé, e poder militar, como o antigo Castelo e Paço Real. 

Mas nada como ir e não apenas olhar mas ver e conhecer o Núcleo da Cidade Muralhada, na Torre de Almedina, que está aberto ao público de 3ª a 6ª feira, das 10h às 13h e das 14h às 18h, e sábados das 10h às 13h, enquanto vigorar em território nacional a obrigação de recolhimento aos sábados, domingos e feriados a partir das 13h. A entrada na Torre custa 1,80€, com descontos e gratuito para os mais pequenos.

Texto e fotos: Filipa Queiroz

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