Onde comprar plantas? Temos uma lista de viveiristas da região

Já todos percebemos por esta altura que há confinamentos e confinamentos. A maioria de nós teve de ficar fechada em casa, devido à pandemia de Covid-19, mas a clausura é vivida de forma diferente por aqueles que vivem no campo e na cidade, em moradias com quintal ou jardim ou em apartamentos e mesmo quartos arrendados. Certo é que parece que o difícil período que passamos nos aproximou da Natureza, que se tornou um escape e com certeza fez com que em muitos momentos pensássemos nas nossas prioridades. 
 
Um dos efeitos do confinamento foi a procura de plantas. Desde plantas ornamentais, de interior ou exterior, até árvores de fruto, por exemplo. Para percebermos melhor o que tem acontecido, conversámos com Lúcia Santos, técnica responsável pela Associação Viveiristas do Districto de Coimbra (AVDC). Plantas maiores, com vasos já grandes para pôr nos jardins, e a parte ornamental – estão a vender muito este ano e não é só aqui, conta a profissional, que nos deu uma lista de sítios e o que podem comprar neles. Mas já lá vamos. 
 
 
A Associação Viveiristas de Coimbra nasceu em 2003, para colmatar uma falha que havia a nível nacional relativamente à produção e obtenção de material de propagação vegetativa pelos viveiristas. Não havia sementes, enxertos, material de enxertia, especialmente na área dos citrinos que já na altura tinha uma quantidade de regras e requisitos, a que se chama certificação; era importante ter uma fonte que fosse fidedigna para obter esse material, que garantisse determinadas características a nível de variedades e também fitossanitárias, estarem limpos de doenças, explica Lúcia. 
 
Com a ajuda de uma experiente associação espanhola, a AVASA – Agrupación de Viveristas de Agrios S.A, a AVDC vingou e, 17 anos volvidos, funciona como empresa e tem quase 3 dezenas de associados para os quais trabalha no sentido de resolver as mais diversas necessidades. Também fornece outros tantos e a oferta foi alargando, hoje em dia trabalham com uma maior variedade de espécies e produzem sementes, porta enxertos e material de enxertia nos seus 4 hectares na Quinta de S. Jorge, Copeira, Estrada da Conraria, em Castelo Viegas (Coimbra).

O que é um viveirista?

Lúcia Santos, 37 anos, estudou Recursos Florestais e especializou-se em Propagação de Plantas. Diz que na sua geração há muito pouca gente a gostar de trabalhar na área, mas vão aparecendo. É preciso gostar! Eu, quando tenho de ficar no escritório, fico chateada porque gosto é de mexer na terra, nas sementes, de produzir. Mas já vamos vendo os filhos de viveiristas maiores a seguirem as pisadas dos pais, não tantos como há 20 anos mas existem. 

A técnica explica que existem pelo menos três tipos de pessoas que se ocupam de viveiros de plantas para negócio: o viveirista familiar, de pequena dimensão, que vende sobretudo nos mercados ambulantes; o profissional, que tem estufas, domina a comunicação digital e faz entregas; e o grande viveirista, que produz um grande volume de plantas e fornece os fruticultores. A AVDC é um intermediário para todos, que importa aquilo que eles ou outros clientes solicitam e apoia os viveiristas de menor dimensão na compra e venda, com vantagens a nível de preços e portes. Também conseguimos fornecer o pequeno agricultor que nos encontra no Facebook, atira Lúcia. Então agora com o Covid é uma maluqueira! Há pessoas que nos procuram aqui e eu ajudo, desde que tenha ou consiga facilmente através dos meus associados.

Efeitos da pandemia

Depois dos grandes incêndios de 2017, que destruíram inúmeras plantações em campo aberto, estufas e alfaias nos concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã; depois das cheias de 2019 e ainda pragas dos citrinos, a pandemia voltou a tirar o tapete aos viveiristas da região. Lúcia Santos diz que pelo menos quando começou o primeiro confinamento, em 2020, a época de venda já tinha terminado mas o presidente da AVDC, Eduardo Videira, disse à Lusa em Abril que que o decréscimo das vendas atingia os 40 a 50%, com incidência em todos os segmentos da atividade. Depois veio o problema de pensar nas campanhas seguintes. Toda a gente ficou de pé atrás, a pensar no que investir, conta Lúcia.
 
Este ano, entrámos no confinamento mais cedo, houve o medo de não conseguir vender o que se produziu mas uma coisa ajudou: determinada altura as pessoas estavam em casa, passou a chuva e as pessoas começaram a pensar que tinham de fazer qualquer coisa, como cuidar do jardim ou do quintal. Neste momento, é altura de muito trabalho de plantação e enxertia, com atrasos devido ao confinamento e surtos de Covid-19. Se estiveram a pensar dedicar-se à jardinagem ou agricultura caseira, deixamos em baixo uma ajuda.
 

Viveiristas da região:

Com citrinos, outras fruteiras e tropicais:

  • Viveiros Mcouceiro, Lda.
  • Viveiros Plantocatorze, Lda.
  • Viveiros Quatorze & Ferreira
  • Abílio Martins Rodrigues (não tem citrinos)
  • Plancei – Plantas do Ceira Unipessoal, Lda.
  • Viveiros Val das Plantas, Lda.
  • Citroviveiros, Lda.
  • Viveiros Quinta dos Cômoros
  • Norberto Ferreira dos Santos (não tem tropicais)
  • Maria Alice Vaz dos Reis Simões
  • Sebastião Lopes da Graça (não tem tropicais)
  • Saro e Sacramento, Lda.
  • Albertino Carvalho e Filhos, Lda. (não tem tropicais)
  • António João de Almeida Santos
  • Viveiros Carvalho
  • Manuel Brandão (não tem tropicais)
  • Horácio França Rodrigues
  • Viveiros PlantoSemide, Lda.
  • Jorge Manuel Ventura Marques Alexandre
  • David José Catorze do Amaral (não tem tropicais)
  • Hélder Adelino Reis Santos (só tem outras fruteiras)
  • Estrela Maria da Costa Assunção
  • Arborlusitania Unipessoal, Lda.
  • Viveiros Citriplant de Fernando J. André
  • Citromondego – Viveiros Agrícolas, Lda.
  • Pedro Joaquim Francisco Martins

Garden:

Ornamentais:

Texto e fotos: Filipa Queiroz

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