O Parque Verde vai ganhar um charco, um anfiteatro, um passadiço e um observatório de aves

Estamos todos a precisar de duas coisas: boas notícias e notícias relacionadas com os nossos espaços ao ar livre. Que tal a tão merecida requalificação do Parque Verde do Mondego, junto ao Exploratório – Centro de Ciência Viva de Coimbra? Foi um dos projectos vencedores da 2ª edição do Orçamento Participativo do Município de Coimbra, da autoria de Sofia Reis, e o investimento previsto pela Câmara Municipal (CM) de Coimbra é de mais de 300 mil euros, superior ao proposto porque a autarquia decidiu também melhorar as acessibilidades na zona.

O Verd’O Parque, nome do projecto, somou 1052 votos e visa a transformação da zona entre o Exploratório e o rio Mondego, num espaço que estimule o contacto mais directo com a natureza, promova um estilo de vida mais saudável e sustentável e uma aprendizagem informal. A CM de Coimbra também vai colocar sinalética, mobiliário urbano e equipamentos lúdicos que incentivem quem lá for a explorar conhecimentos de ciência e a sua experimentação, sempre que possível construídos e concebidos com recurso a materiais biodegradáveis e com processos de fabrico sustentáveis e as superfícies a pavimentar deverão passar a ter pavimentos permeáveis.

Verd’O Parque

O projecto propõe a divisão de todo o espaço em 8 zonas, acessíveis de modo gratuito e permanente. A 1.ª vai ver algumas áreas serem pavimentadas e criação de degraus em betão pré-fabricado, que funcionem como bancos para vencer o desnível que existe. Também vão ser criados dois percursos que a liguem ao passeio da Avenida Inês de Castro e reinstalados elementos lúdicos já existentes no Exploratório: os sólidos platónicos e a estrutura hemisférica, o Duomo, que servirá de apoio aos espaços da cafetaria e livraria.

A zona 2, Parque da Ciência, vai ficar situada no espaço exterior do Exploratório que está actualmente vedado e o objetivo é ampliá-lo e eliminar as barreiras físicas existentes, de forma a permitir o livre acesso ao local. Já na zona 3, Em cena, onde actualmente se encontra a estrutura hemisférica do Exploratório, vai ser criado um pequeno anfiteatro exterior, constituído por degraus de betão, estilo bancadas, para permitir a realização de espectáculos de diversos tipos.

A zona 4, Cultiva-te, é da actual horta. Vai ser substituída por canteiros sobrelevados com diferentes alturas, compostos por sulipas. A escada vai ser substituída por uma rampa que permita o acesso a pessoas com mobilidade condicionada. Na zona 5, AVEr, vai ser criada uma parede de observação de aves com comedouros e bebedouros. Espiolhar o Parque é o nome da zona 6, na parte do bosque existente entre o Exploratório e a piscina, onde vai ser construído um passadiço em madeira, sobrelevado entre as árvores, para ser possível aceder a uma cota superior junto da copa das árvores. O passadiço vai fazer parte de um circuito de manutenção alternativo, composto por um conjunto de desafios que apelem ao raciocínio e também à observação da natureza, e que se apoiam num conjunto de estruturas com estímulos interactivos.

Há ainda as zonas 7 e 8: Encharca-te, com um charco que irá funcionar como foco de atracção de diversas espécies; e Com’aki, para piqueniques. A CM de Coimbra deve celebrar um protocolo com o Exploratório, no sentido de regular a ocupação do espaço, utilização e manutenção dos equipamentos de promoção e dinamização das actividades. Não é adiantada uma data para a conclusão dos trabalhos.

Texto: Filipa Queiroz
Fotos: CM de Coimbra, Yaroslav Talyzin/Unsplash

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