Hoje como todos os dias devemos celebrar a nossa floresta

Dia 23 de Novembro é o Dia da Floresta Autóctone. É dia dos carvalhos, dos castanheiros, dos medronheiros, dos sobreiros, das azinheiras, dos loureiros, dos azereiros, dos salgueiros, dos freixos, dos teixos e de muitas outras espécies de árvores originárias do nosso país. Por que achamos importante sinalizá-lo? 

Porque é dia Dela, da dona do território por via do berço, da seiva. Porque é dia da local, da que evoluiu da original, daquela que permite que o ecossistema funcione e vê na sua relação com a restante biodiversidade, vegetal e animal, a resposta para o equilíbrio e para que a vida viva.

Porque é dia da que diz NÃO à individualização e SIM ao mutualismo; da que é formada por uma complexa rede social que funciona em prol de um todo, tornando-se mais resistente a pragas, doenças, incêndios e stresses climáticos; porque é ela que adaptada às condições do solo e do clima do território, regula o ciclo hidrológico,
filtra águas, forma solo, reduz o efeito estufa, regula o clima; porque é a mãe da fertilidade e da diversidade;
porque é nela que se refugiam inúmeras outras espécies autóctones, muitas em perigo; porque dela obtemos matéria-prima fundamental para o nosso dia-a-dia. Por isto e muito mais, relembramos que é Dia Dela, da Floresta Autóctone. E nunca é demais não deixar esquecer o quão importante é, mais do que protegê-la, respeitá-la, o ano inteiro. Estabelecido para promover a divulgação da importância da conservação das florestas naturais, segundo a Quercus, o 23 de Novembro é um dia mais adaptado às condições climatéricas de Portugal e Espanha para se proceder à sementeira ou plantação de árvores, alternativo ao Dia Mundial da Floresta (21 de Março) criado inicialmente para os países do Norte da Europa. Se quiserem conhecer melhor a nossa floresta autóctone, a MilVoz recebe de troncos abertos - falámos da associação sediada em Coimbra aqui - e também sugerimos o site Florestar.

Percurso Outonal 

De 24 a 26 de Novembro, o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra propõe a actividade Sabe o que é uma castanha? para identificar e recolher os 4 principais tipos de frutos (baga, drupa, aquénio, cápsula). Com enfoque em 9 árvores provenientes de todo o mundo e autóctones, da sequoia ao sastanheiro-da-índia passando pelo medronheiro e castanheiro-português, o desafio é distinguir os tipos de frutos e sementes e deduzir que parte morfológica da planta utilizamos na alimentação, por exemplo, na vulgar castanha portuguesa (_Castanea sativa_). Mais informação aqui.

Texto e fotos: Inês Teixeira

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