Diário de viagem: costa portuguesa em bicicleta (DIAS 7 – 12)

Este é o diário das férias pela costa portuguesa fora em bicicleta de Henrique Patrício. São 1.200km de Rota da Costa Atlântica sobre duas rodas, de Caminha até Coimbra e sempre a descer até ao Algarve, na companhia do catalão Alex Tebar. 

DIA 12

ERICEIRA - LISBOA
89 KM
TOTAL: 720 KM

Depois do belíssimo pequeno-almoço no  Olive3 Hostel e de nos despedirmos do Francisco e do Josh, lá seguimos caminho em direcção a Sintra. O dia tornou a nascer com muito nevoeiro e, por isso, decidimos saltar algumas praias para irmos directos. 

A chegada a Sintra, com bicicletas carregadas com alforges, foi difícil. Sobretudo porque tivemos que superar algumas rampas bem duras, com inclinações a rondar os 10% (é bastante, acreditem). Chegámos ainda antes do almoço, o que nos levou a decidir continuar caminho e almoçar mais à frente, mas não sem antes irmos à Casa Periquita provar as queijadas de Sintra e Pastéis da Cruz Alta (eu) e um Travesseiro e uma Joaninha (O Alex). 

O açúcar era necessário pois tomamos o caminho das subidas, pela Serra que passa pela Quinta da Regaleira, Seteais, Palácio de Monserrate, Colares e depois Almoçageme, onde realmente almoçámos (!) na Toca do Coelho! Estávamos a provar a aguardente de medronho quando começou a chuviscar. O nevoeiro tornava-se ainda mais cerrado quando saímos mas lá fomos, estrada fora, de casaco reflector e luzes de presença a piscar. Correu tudo bem e, ao chegar a Cascais, já a coisa estava melhorzinha. Deu para darmos uma volta, a chamar pelo emérito em todos os cantos: Juan Carlos!!! Juan Carlitos, estás aí? JUANCÁ!!! Sem sucesso, fizemos o pit stop na Praia da Rainha Dona Amélia, onde pagámos 2.5€ por cada fino! Imperial, para os alfacinhas que estiverem a ler.  

De Cascais a Lisboa, viemos sempre a rolar estrada fora. Assim que foi possível, entrámos nas ciclovias até Belém, para fazer as fotos da praxe (como com o meu conterrâneo Sacadura Cabral!) e para vermos como estava a fila dos pastéis. Enorme, claro! Fomos à Praça do Comércio, onde estava para iniciar uma manifestação da Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE)! São, sem dúvida, dos sectores que mais sofreram com os problemas dos últimos meses e foi bonito ver que se começam a unir.

Depois desta Etapa Rainha (julgo que não vamos ter maiores subidas até ao fim), onde até os meus calções acabaram o seu trabalho com um enorme buraco onde não deviam, estamos a descansar no Rossio Hostel. O Alex julgava que tinha esse nome por a dona se chamar Rossio. Foi a priminha Carla Alves que teve a amabilidade de marcar e oferecer a dormida. Bem hajas! Fomos muito bem recebidos pela Patrícia e as bicicletas ficaram seguras numa sala, que fica fechada até às 9h. O único senão foi ter de subir algumas escadas com ela às costas mas está bem decorado, limpinho e super bem localizado para poder dar um passeio pela Baixa e zona histórica, que é o vamos fazer agora.

Até amanhã e ponham-se a pedalar!

DIA 11

ERICEIRA
(Pausa para aprender a surfar) 

Hoje concretizamos uma vontade que tínhamos há dias...ou mesmo anos: fazer Surf! Experimentar, vá. Ontem mesmo comprámos os bilhetes no Olive3 Hostel e hoje, às 8h45, tínhamos uma carrinha para nos recolher à porta e levar à escola, onde nos deram fatos e levaram até à praia. Foi como esperava: muito bom e divertido. Os Surfriders trataram-nos muito bem. Dividiram os iniciados por equipas e, depois de nos darem uma aula teórica e fazermos o aquecimento, lá fomos nós para a água em carreirinha! 

Claro que, logo na primeira vez que tentei, coloquei-me de pé na prancha, atravessei a praia toda e finalizei com um 360 e um mortal encarpado à retaguarda!! Não, óbvio que não. Na primeira vez até me coloquei de pé na prancha durante uns metros  mas depois, várias vezes, ia sempre ao charco depois de me colocar de pé! Fazia 2 ou 3 metros, no máximo. Lá para o final a coisa foi melhorando mas duvido que em Fevereiro já consiga ir surfar nas ondas da Nazaré.

Regressámos à base e, depois do banho tomado, fomos finalmente comer o prego à Taberna O Lebre. Se nunca provaram, talvez nunca tenham comido um Prego tão bom! Eu nunca comi. O meu amigo Botelho que me perdoe porque os da Casa dos Pregos são muito bons, mas não são assim. É um Cristiano Ronaldo contra um Messi. Ambos incríveis, um incrivelmente trabalhador e talentoso e o outro que nasceu com um dom! O Lebre tem o dom. Três mesas na rua e duas ou três no interior, não precisam de mais. A qualidade está no produto. Além do excelente prego no pão simples (mas com outras opções) também comi uma boa Sopa de Bacalhau. Boa, porque a melhor é a que eu aprendi a fazer com a minha mãe e a minha avó! A nossa sopa de Natal! Mas falemos dos pregos: fatias muito finas de boa carne, bem temperada, com muito alho e dentro de um bom pão. Está aí a receita, agora façam. Se eu e o Alex virarmos dois pregos cada um e ficarmos com vontade de regressar logo na refeição seguinte, estão aprovados.

Depois de comprarmos uns postais e passearmos pelas ruas da Ericeira, jantámos com o Francisco, para agradecer ter sido um excelente anfitrião, e recolhemos que amanhã há que voltar a dar ao pedal. 

Até amanhã e ponham-se a pedalar!

DIA 10

PENICHE - ERICEIRA
65,6 KM
TOTAL: 631,4 KM 

Hoje o objectivo também estava definido (o que nem sempre acontece): Ericeira cidade surfeira! Arrancámos de Peniche direcção à Lourinhã, depois do pequeno-almoço já tardio. Na verdade, o caminho que seguimos, o Eurovelo 1, não passava por lá mas o Alex queria fazer uma foto com os amigos do pai dele: os dinossauros! E fizemos, pois claro.

Como já era hora de almoço e eu tinha alguma fome, decidimos parar para comer. E ainda bem! Estava eu para ir ao WC quando vejo um ciclista a passar, em sentido contrário, e logo o reconheci! Um outro bicigrino, que conhecemos no ano passado no Caminho do Norte e com quem nos cruzamos algumas vezes. Até o ajudámos com um problema nos travões em Soto de Luiña, nas Astúrias! Encontrámos o basco Oihan Zubizarreta, que está a fazer o Caminho Português para Santiago de Compostela, a partir de Lisboa. Esteve quase quase para fazer o caminho inverso, como nós. E querem mais coincidências? Também ele deixou o caminho para passar na Lourinhã! Almoçámos todos juntos e pusemos a conversa em dia, descobri que ele foi aluno do André Bezares (a malta do CITAC sabe bem que é, e alguma do GEFAC também). Mas querem ainda mais coincidências? Ele esteve hospedado no mesmo sítio onde estamos hoje, o Hostel Olive3, na Ericeira, do meu amigo Francisco Cruz, de Celorico da Beira. 

Claro que não foi uma chegada suave. Foi bem suada. Primeiro porque decidimos ter mais uma ideia peregrina e procurar passagem na Foz do Sizandro - sem sucesso -, e depois porque fizemos a nacional até Sintra, cheia de carros e motos, todos muito civilizados (não).

É nesta altura que me apetece voltar à calma do Norte. Com ciclovias e espaço para pedestres como para os carros. E portugueses civilizados, habituados a dividir o espaço com todos. Aqui não. Malta que conduz, por favor,  tenham cuidado. Não custa nada abrandar, esperar tempo para ultrapassar e fazer isso tudo sem nos pregar um cangaço, ok? O carro tem motor, travão e embraiagem para usar. E aproveito para dizer uma coisa a quem ainda não sabe: os ciclistas podem circular aos pares. Está explicado aqui. Para facilitar o trânsito devem circular em fila, é  bom senso, mas podemos circular lado a lado se a estrada tiver boa visibilidade. E não se esqueçam de que os automobilistas são obrigados a deixar 1,5m de distância nas ultrapassagens. 

O que eu gostava mesmo era que todos, pelo menos uma vez na vida, umas horas, fizessem uma estrada nacional, bem movimentada, de bicicleta! Bastava uma vez. 

O Olive3 Hostel, onde estamos, fica bem no centro da Ericeira, num prédio de traça antiga, com um jardim enorme, uma sala de yoga, piscina, churrasqueira, cozinha, uma garagem onde se reparam pranchas de surf, camas de rede, mesinhas de madeira espalhadas pelo jardim… e mais 3 ou 4 gatos.

A casa tem vários quartos, com beliches e apartamentos, e uma decoração bem ao estilo surfista e muitas vezes com material reciclado, ao qual deram outra vida.

Está fantástico! 

 

Agora vamos dormir, que amanhã temos surpresa bem cedinho! Logo vos conto.

 

Até amanhã e ponham-se a pedalar!

DIA 9

NAZARÉ - FOZ DO ARELHO - PENICHE
 72.2KM
TOTAL: 565.8 KM

O mestre por detrás do filme Os Pássaros, Alfred Hitchcock, pode muito bem ter encontrado em Bodega Bay as mesmas gaivotas barulhentas e madrugadoras que nós encontrámos na Nazaré! Logo às 6h da matina, fizeram tal escarcéu, que pareciam estar a disputar o último cadáver disponível nas ruas! Lá se calaram, ainda adormeci de novo mas acordei pouco depois e já não consegui pregar olho. Resultado: escrevi e passei os primeiros quilómetros com alguma dor de cabeça por dormir pouco. Mas nada que a subida ao Salgado, na Serra da Pescaria, não resolvesse!

Hoje subimos três Serras: Pescaria, do Bouro e a Serra D'el Rei (que ainda não percebi se é bem uma serra ou só localidade, mas subimos bem até lá). Claro que a altitude não é muita mas há rampas bem inclinadas, que quando se carrega alforges pesados é preciso dar bem ao pedal!

Passámos a bela praia de São Martinho do Porto, com o seu formato de concha e seguimos até à Praia da Foz do Arelho, onde o Alex teve uma, como ele diz, idea de bombero! Sabendo da volta que íamos dar à Lagoa de Óbidos e vendo que a maré estava super baixa, decidimos tentar atravessar a pé até à Praia do Bom Sucesso, para poupar 20km. Depois de atravessarmos a praia toda - às curvas conforme ela se desenha -, chegámos à conclusão de que só muito molhados chegaríamos ao outro lado! Vimos muita gente atravessar com água pela cintura ou peito, mas com o peso dos alforges e a corrente a puxar, decidimos não arriscar! Outros ciclistas, do outro lado, pareciam tentar atravessar sem ter sorte. Tornámos a atravessar a praia toda, para gáudio de quem nos via a fazer piscinas praia fora, arrastando duas bicicletas carregadas que se enterravam na areia, equipados e numa altura em que sol ia espreitando entre a névoa já habitual. Foi tenebroso. 

Quando chegámos ao outro lado, chegaram também os ciclistas que tentavam atravessar e haviam conseguido. Só para a nossa humilhação ser um bocadinho maior, claro! (Em nossa defesa, eles não carregavam alforges e podiam carregar as biclas na cabeça!) Eram franceses, com bicicletas elétricas, que costumam fazer aquilo e que, afiançaram, nem sempre conseguem. Sugeriram-nos um bom tasco para retemperar as forças. Bem hajam!

Lá conseguimos chegar a Peniche, passando vários e extensos pomares de Pêra Rocha, onde a Débora nos recebeu muito bem no Aktion Hostel, um espaço que ainda não encontrei igual: uma antiga garagem automóvel, com um espaço enorme e amplo no interior,  bicicletas, caravanas que servem de sala de estar, pranchas de surf transformadas em mesas, um trampolim, uma cozinha enorme (agora fechada devido à pandemia) e os maiores matraquilhos que já vi na vida (jogam 8 pessoas ao mesmo tempo!). A zona dos quartos parece uma pequena aldeia, ligada por corredores e pracetas ao ar livre. É enorme, bem organizado e com uma decoração cuidada. 

Jantámos com as melhores anfitriãs: a penichense Drica  e a wine connoisseur Inês Lopes. Foi um jantar de petiscos no Xakra, no Molhe Leste. Localizado demasiado próximo aos estaleiros navais e a uma fábrica de produção de farinhas e óleos de peixe para animais, ao chegar perto, quando a nortada está de feição, levamos logo com um perfume nauseabundo no ar. No restaurante, já protegido pelas dunas, mesmo na esplanada, não se notava mas, de vez em quando, o vento lá o trazia, suavemente. O espaço é bonito, a poucos metros do mar e a salada de raia estava incrível, a sapateira estava muito boa a pota frita panada também - só foi pena estar anunciada como choco frito! O staff foi muito simpático e atencioso e ainda tivemos uma oferta por parte do dono, com queijo, tostas, marmelada com nozes e doce de maçã, para acabarmos a última garrafa. 

Até amanhã e ponham-se a pedalar!

 

- Podem ver o percurso num vídeo do Relive e mais fotografias na página oficial no Facebook

DIA 8

NAZARÉ - PENICHE
46,7 KM
TOTAL: 493.6 KM

A noite adivinhava o dia: fria e com nevoeiro. No entanto, surpreendeu! Acordámos perto das 7h, com um nevoeiro tão cerrado e tão húmido que a chuva fria ia caindo e molhando tudo, desde as bicicletas às cuecas da vizinha penduradas no estendal. Não tivemos coragem de arrancar. Ficámos a dormitar na esperança que dissipasse. Mas nem às 10h, nem às 11h, nem sequer ao meio-dia! O nevoeiro tinha vindo para ficar! Mas às 12h estava mais seco e lá decidimos partir. A estrada era simples (estrada do Atlântico, sempre com ciclovia) e o destino foi logo traçado: Nazaré! Vamos lá ver as ondas gigantes! Claro que avisei o Alex que não há ondas gigantes nesta altura. Antes, fomos à Praia da Vieira, com a sua igreja negra (mas não satânica!). Passámos por São Pedro de Moel, Pedra do Ouro e Paredes de Vitória - quase sem parar. Quando chegámos fomos directos ao farol, a zona que estamos habituados a ver nas fotos das ondas gigantes. 

Depois de descermos até ao fundo e fazermos as fotos da praxe, obviamente tivemos que subir tudo de novo ao sprint, com os tuk-tuk. Viemos em direcção ao hostel que a minha amiga Guida Filipe aconselhou: Labhostel. E que bom conselho. Um antigo laboratório transformado em hostel, usando na decoração aquilo que sobrou da outra vida que teve. Bonito, limpo e com o António a receber-nos, sempre pronto para demorados dedos de conversa. Ficámos 3 ciclistas num quarto de 6 pessoas. O outro era brasileiro, a estudar em Coimbra, e vinha da Figueira da Foz. Seguirá caminho para sul daqui a 3 dias, até Faro. O Labhostel fica mesmo perto da melhor zona de restaurantes e bares, a poucos metros do elevador. É de aproveitar, numa visita à Nazaré! Como já não estava com a Guida há algum tempo (anos, vá) fomos pôr a conversa em dia com uma cerveja na Taberna do Ti'Zelino, mais tarde juntaram-se o Alex e o Nelson Matias. 

Por sugestão dos autóctones fomos jantar ali perto, ao Maria do Mar. Não podia ter sido melhor. Aquele ar de tasco, que eu tanto gosto, com o grelhador à vista, bons preços e melhor comida. Sem medo, eu e o Nelson pedimos uma cataplana para 2 (que dava para 4) e o Alex foi às  lulas grelhadas. A cataplana estava irrepreensível e cheia de peixe fresco. No ponto! Todo o staff muito simpático. Casa cheia mas todos sempre prestáveis e, quero acreditar, sorridentes por detrás da máscara! O Alex decidiu chamar a todas as funcionárias Maria (do mar) mas foi a verdadeira, a patroa, que se destacou: típica Nazarena, mulher de garra, animada e despachada. Ajudava a atender todas as mesas, recebia pessoas à porta e ainda se esticou, num salto, para aparecer atrás na selfie que tirei com o Nelson! No final, trouxe um copinho de licor a cada um. Tive dificuldade em identificar mas, assim que perguntei, ela logo me elucidou: É um bebe e cala-te, é o que é. Bebe e cala-te! Claro que logo lhe demos outro nome, ao qual a Maria anuiu: Juan Carlos emérito!

Depois do belo repasto demos o necessário passeio para desmoer, visitando algumas lojas da marginal. Bebemos a abaladissa já perto do hostel. A noite caiu húmida como a manhã, vamos ver se o sol nos acompanha na próxima etapa, que nos faz falta.

Até amanhã e ponham-se a pedalar!

DIA 7

COIMBRA - SOURE - PRAIA DE PEDRÓGÃO
81.7 KM
TOTAL: 446.9 KM

Não, a noite animada de ontem não nos tirou a vontade! Pelo contrário. Acordámos bem cedo, antes das 8h, só que só conseguimos sair de Coimbra às 11h. Grande parte do tempo foi a fazer as malas de novo, já que aproveitámos para lavar tudo em minha casa, e despachar a tenda do Alex para Barcelona nos CTT. Decidimos fazer o resto do caminho a dormir em alojamentos locais ou bungalows. 

Hoje estamos no Parque de Campismo de Pedrógão, que é muito bom. Estamos instalados no que chamam um teepee, que é uma estrutura de madeira, com uma forma triangular, que lá dentro tem uma tomada, uma tripla e duas camas. Normalmente só se podem arrendar por 3 dias no mínimo mas, sabendo o que estávamos a fazer, aceitaram arrendar por apenas uma noite. 

O dia já foi menos aborrecido no que toca à estrada. O plano inicial era irmos directos a Lavos, pedalando pelas salinas e tirando umas fotografias aos flamingos, mas íamos levar com mais rectas infinitas como as outras, por isso mudámos de ideias. Fizemos parte de uma etapa que fiz em 2018, de São Pedro de Moel até Coimbra (no sentido inverso, claro), passando por Condeixa e depois Soure. Foi lá que almoçámos em jeito de piquenique, à sombra e junto ao rio, com algumas coisas compradas no hipermercado.

Seguimos por Louriçal até estacionarmos aqui. Felizmente fizemos esta opção, foi a primeira vez (nesta viagem) que tivemos várias subidas! Parece loucura mas não. As subidas podem ser duras, principalmente quando se carrega muito peso, mas as descidas depois são bem divertidas e dão para recuperar. E nós não queremos monotonia! Assim que chegámos, atacámos (na verdade só eu é que ataquei) uns caracóis e, depois do banho, jantámos umas amêijoas e um pica-pau, para pouco depois regressarmos à base.

Até amanhã e ponham-se a pedalar!

Leiam a viagem desde o início aqui.

Também podem acompanhar a viagem na página do Henrique no Facebook e no Relive do Alex. 

Texto e fotos: Henrique Patrício
+ Fotos: Alex Tebar

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