Este fim-de-semana há Sons da Cidade para descobrir

Visitas guiadas, arte, concertos de música antiga, música moderna e a cappella gratuitos, este fim-de-semana e mais tarde a 13 de Setembro, a Universidade de Coimbra (UC) celebra com Sons da Cidade a inscrição na Lista do Património Mundial da UNESCO, sob o signo da reflexão e intervenção artística. O programa convida à deambulação e propõe a (re)descoberta e novas leituras da Cidade através do cruzamento de vários patrimónios: do edificado à língua e à música, da imagem à palavra e da palavra ao corpo e ao seu movimento no espaço-tempo. Este ano o mote é Números [E/I] Números, por serem 7 anos contados sobre a celebração do reconhecimento do valor universal excepcional do Bem Universidade de Coimbra, Alta e Sofia.

É um número de fortíssima carga simbólica, (re)conhecido como número da perfeição, da consciência e da vontade, o Sete associa-se aos mais diversos ciclos: da criação, da Natureza, da Vida, dos Astros, do consciente e do simbólico, nas palavras de Alfredo Dias. E também da Harmonia e da Celebração, continua o vice-reitor da UC, no programa do evento. Apesar de este ano ficar marcado pela pandemia de Covid 19, a Direcção da Associação RUAS decidiu mesmo assim promover estas iniciativas que convidam à celebração, em segurança, ao mesmo tempo que pretendem dar nota de um sinal positivo. A esperança é de contribuir para a reconstrução da actividade cultural da cidade, capitalizada pela celebração de um momento singular e feliz para todos, que não pode ficar em branco. Vejam o programa, que também está disponível aqui

Sábado, 20 Jun

10h | Porta Férrea
VISITA À UNIVERSIDADE DE COIMBRA

É a visita integrada no Circuito Turístico da Universidade de Coimbra. A inscrição prévia é obrigatória, até ao dia 19 de Junho, pelas 19h,
para o endereço sonia.filipe@uc.pt. Só podem participar 10 pessoas e têm de usar máscara. 

Sábado, 20 Jun

15h | Largo D. Dinis
3 ESCRITORES, 7 LEITURAS

Visita guiada a espaços exteriores associados a três escritores, D. Dinis, José Régio e Miguel Torga, permitindo conhecer a sua relevância dentro do património literário português, com especial ênfase para o contributo intelectual que Coimbra assume como centro difusor e produtor de cultura. É uma colaboração com o coletivo DeclAMAR Poesia e a inscrição prévia pode ser feita até às 17h30 do dia 19, telefónica ou presencialmente, na Câmara Municipal de Coimbra (Casa Municipal da Cultura – 239 702 630). Participam no máximo 10 pessoas e têm de usar máscara. 

 

Sábado, 20 Jun

17h – 20h | Jardim Botânico da Universidade de Coimbra
UMA VIAGEM MUSICAL (A TRÊS TEMPOS) PELOS 730 ANOS DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

É um evento musical de entrada gratuita mas sujeito a lotação limitada e mediante levantamento prévio de ingresso, até porque o acesso ao Jardim Botânico está condicionado, no cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde.

1º Momento 
A arte de trovar

Ricardo Leitão Pedro
Nascido em 1990, é um dos raros músicos contemporâneos dedicado à prática histórica do canto al liuto, acompanhando-se com diferentes instrumentos de corda dedilhada (alaúde medieval e renascentista, teorba, guitarra barroca).

"
Não foi até 1990 que veio a público a importante descoberta de um fragmento contendo sete cantigas d'amor do rei-trovador e fundador da Universidade de Coimbra, D. Dinis, com a respectiva notação musical. Apesar das importantes lacunas que apresenta, o pergaminho Sharrer (nomeado em homenagem ao musicólogo responsável pela sua descoberta) constitui a mais antiga fonte de música profana de origem portuguesa e permanece o único exemplo sobrevivente da música acompanhante de poesia do rei português. As sete cantigas foram alvo de um aprofundado estudo e reconstrução melódica por Manuel Pedro Ferreira no livro “Cantus Coronatus” publicado em 2005. O programa preparado especialmente para esta ocasião é centrado numa seleção das cantigas de D. Dinis, rodeadas por cantigas de Santa Maria da importante compilação do seu avô Afonso X e de cantigas d'amigo do jogral Martin Codax, incluindo assim exemplos das três fontes musicais sobreviventes de lírica galego-portuguesa." (Ricardo Leitão Pedro)

2º Momento
Ecos da Coimbra Humanista: Os Tesouros Musicais Conimbricenses dos Séculos XVI e XVII

Bando de Surunyo
Ensemble especializado na interpretação de música dos séculos XVI e XVII nascido no seio do projeto Mundos e Fundos do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O nome é retirado de um vilancico seiscentista português e significa “bando de estorninhos”. São eles Ana Vieira Leite, Raquel Mendes, Helena Correia, Carlos Meireles, Sérgio Ramos, Carmina Repas Gonçalves e Hugo Sanches.
"Apresentamos aqui uma viagem pelos universos sonoros e poéticos da Coimbra dos séculos XVI e XVII. A música que agora silenciosamente repousa em páginas amareladas nas prateleiras da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, soava então em diferentes e variados contextos. Ora integrada na devoção litúrgica, ora associa da ao teatro, ora em contexto privado, o objetivo da arte das musas era transversal a todos: o de impactar afetivamente os que a escutavam." (Hugo Sanches)

4º Momento
Tomar o pulso ao presente

Ghost Hunt
Duo eletrónico composto por Pedro Chau (baixista dos The Parkinsons) e Pedro
Oliveira (outrora conhecido do circuito noise como Monomoy) e, aqui, comandante da banda na alquimia sonora através de caixas de ritmo e sintetizadores variados.
"A sonoridade da dupla consegue baralhar as coordenadas espaço-tempo, soando tanto ao espaço sideral de amanhã, como à Alemanha de Leste repetitiva dos 70s; ou tanto à cena clubbing de Detroit como ao ninho de uma Factory Records. Formados em 2015, a parelha lançou no ano seguinte o pri-
meiro disco homónimo pela conimbricence Lux Records. Desde então, já pisou palcos como o Reverence Valada, Tremor ou Lisbon Dance Fest e percorreu as salas do país tanto a título individual ou acompanhando as exibições do documentário Tecla Tónica. (...) É inevitável dissociar a música dos Ghost Hunt do carimbo “espacial” ou “cósmico” ou do conceito, por vezes mal empregue, de “viagem musical” ao escutá-los. A forte influência “kosmische” está mais vincada neste seu novo trabalho, que mostra que o som do duo continua eclético e sempre aberto a novas possibilidades." (Eduardo Morais)

 

Domingo, 21 Jun

10h | Porta Férrea
VISITA À UNIVERSIDADE DE COIMBRA

É a visita integrada no Circuito Turístico da Universidade de Coimbra. A inscrição prévia é obrigatória, até ao dia 19 de Junho, pelas 19h, para o endereço sonia.filipe@uc.pt. Só podem participar 10 pessoas e têm de usar máscara. 

Domingo, 21 Jun

15h00 – Largo D. Dinis
3 ESCRITORES, 7 LEITURAS

Visita guiada a espaços exteriores associados a três escritores, D. Dinis, José Régio e Miguel Torga, permitindo conhecer a sua relevância dentro do património literário português, com especial ênfase para o contributo intelectual que Coimbra assume como centro difusor e produtor de cultura. É uma colaboração com o coletivo DeclAMAR Poesia e a inscrição prévia pode ser feita até às 17h30 do dia 19, telefónica ou presencialmente, na Câmara Municipal de Coimbra (Casa Municipal da Cultura – 239 702 630). Participam no máximo 10 pessoas e têm de usar máscara. 

Domingo, 21 Jun

18h00 | Museu Nacional de Machado de Castro
versoREverso DA OBRA DE ARTE,
UM OLHAR SOBRE 7 PEÇAS DA COLEÇÃO
DO MUSEU E 7 POEMAS

Elegendo o Museu como o lugar poético da memória, é um encontro entre a obra de arte e a palavra poética, lançando um outro olhar sobre algumas obras de referência do museu. É uma rúbrica, que se tem afirmado em formato digital desde a implementação do plano de confinamento e que vai ser realizada pela primeira vez presencialmente. A inscrição prévia é até às 15h do dia 22 para o email geral@mnmc.dgpc.pt ou ligando para o 239853070. Participam até 20 pessoas, divididas em dois grupos de 10, e têm de usar máscara.

Segunda-feira, 22 Jun

19h00 | Pátio do MNMC
MOMENTO MUSICAL NO PÁTIO DO MUSEU
PELO COLECTIVO SEGUE-ME À CAPELA

São 7 mulheres que trabalham a música tradicional portuguesa numa perspectiva contemporânea, usando a voz como principal instrumento. A música navega pelo galaico-português, pela diversidade do canto português e com influências musicais árabes e judaicas. Na voz e adufe estão Catarina Moura, Joana Dourado, Mila Bom, Margarida Pinheiro , Maria João Pinheiro, Sílvia Franklim, Sara Vidal e Quiné Teles na percussão. É aberto à comunidade até ao limite máximo da capacidade do espaço e têm de usar máscara.

Domingo, 13 Set

Fim de tarde | Pátio das Escolas da Universidade de Coimbra
730 ANOS DA UC: 73 HARPAS NO MONDEGO

Reunindo pela primeira vez em Portugal 73 harpas na mesma performance (uma por cada década de existência da UC), o espectáculo convida a uma revisitação de momentos marcantes da história da Universidade e da sua relação com a Cidade e o Mundo, conduzida pela sensibilidade de criadores icónicos, de D. Dinis e Camões, até Régio, Torga e Alegre. 

 

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Fotos: João Armando Ribeiro, Ricardo Leitão Pedro, Bando do Surunyo, Pedro Medeiros, Bruno PiresDR (Capela do Tesoureiro) , Skitterphoto

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