Este hotel é ideal para descansar e desconfinar

Paulo Romão e Carmen Sampaio são daquelas pessoas com uma imaginação cheia de bichos carpinteiros, das que sonham e fazem acontecer. Juntos, criaram as Casas do Côro, um projecto de enoturismo sustentável que conta com duas dezenas de casas beirãs, em granito, que aconchegam o castelo de Marialva.

As casas salpicam o monte num casamento harmonioso com sobreiros e vegetação cuidada. Percebemos a atenção ao detalhe na decoração que mistura peças antigas e outras contemporâneas e que resulta em composições convidativas ao descanso e ao gozo de uns dias no interior do país.

Hoje em dia, 65% dos hóspedes regressam entre uma a cinco vezes por ano, todos os anos. Vem um casal, depois quer vir com os amigos, depois com a família, depois alguém tem uma empresa e quer fazer um evento corporate, é isso que acontece aqui. Segundo os proprietários, outro dos segredos do sucesso é que este projecto não nasceu de uma só vez e cada fase de expansão veio dar resposta a falhas de exploração.

As portas reabriram a 5 de Junho e contam com o selo Clean & Safe atribuído pelo Turismo de Portugal que distingue os negócios do sector que cumprem as recomendações da Direção-Geral da Saúde para evitar a contaminação dos espaços com o novo coronavírus.

2 décadas das Casas do Côro

Paulo começou a trabalhar cedo no sector têxtil e teve sempre a necessidade de chegar ao fim-de-semana e mudar de vida. Durante 6 anos, no tempo livre, foi piloto de automóveis oficial mas chegou a uma altura em que teve de decidir se passava a tempo inteiro ou abandonava - e abandonou. Ficou meio ano em banho-maria numa altura em que os sogros decidiram fazer uma casa em Marialva para vir passar os fins de semana. Quando a casa ficou pronta, sentado a ler o Expresso, pensei “isto não é para mim”, foi uma aflição. Coincidiu com uma altura em que tinha tido um acidente de ski e estava engessado e pedi à Carmen que me levasse lá acima e me fosse buscar passadas duas horas. E foi nessas 2 horas. Corria o ano de 1994/95, o Governo estava a lançar o programa de recuperação das Aleias Históricas e Paulo percebeu (não sei se comecei perceber, entendi, qualquer ar bom passou pelas ventas) que se podia fazer qualquer coisa de interessante. O objectivo foi fazer uma guesthouse com 6 quartos. Depois foi a paixão, o entusiasmo e o projecto nunca esteve parado até transformarem ruínas em duas dezenas de belas casas. A certa altura até na missa comentaram que andava um maluco a comprar as pedras e que até nem pagava mal.

Crescimento

Quando perguntamos se o objectivo é continuar a recuperar casas em ruínas para reconvertê-las em mais quartos, a resposta é um redondo não. Paulo tem uma visão clara da aposta futura que é o aumento da experiência e do potencial de fruir aquilo que rodeia o alojamento: natureza pura, o que é endógeno.

Contou-nos que todos os anos lançam produtos irreverentes. No ano passado lançámos os secret spots são 4 camas em madeira reciclada, estrategicamente colocadas no meio do monte (atrás do castelo, nas vinhas, debaixo de um sobreiro ou numas pedras), só fizemos um maciço de betão para colcoar as camas. Convidamos as pessoas a usufruir as camas (que têm uma coluna embutida), leva-se uma garrafa de vinho e umas frutas e as pessoas gozam aquilo que chamamos de uns banhos de património da natureza.

Casas

Do agrado de todos (casais com ou sem crianças, pessoas idosas ou jovens, portugueses e de muitas outras nacionalidades), as Casas do Côro acolhem os seus hóspedes numa das diversas casas que têm dormidas a partir de 195€ (suite standard).

Experiências

Para além da piscina exterior e do spa de luxo, os programas para os hóspedes são variados: passeios de barco no Rio Douro, secret spots que consistem numa cama com snacks ligeiros, vinho e música, passeios de bicicleta eléctrica, dormidas ao relento sob um céu estrelado, visitas guiadas ao Castelo, caminhadas nocturnas e passeios animados de camioneta de caixa aberta. Normalmente os hóspedes fazem estes passeios antes de jantar e quando regressam já fazem a refeição juntos e são todos amigos, contou-nos Carmen.

Refeições

A visita ao hotel foi antecedida por um almoço no restaurante das Casas do Côro que incluiu um creme de castanhas, perdiz com puré de batata (um prato que nos fez querer assaltar a cozinha e roubar a receita de Carmen) e um buffet de sobremesas que, entre várias tentações, incluía um soberbo bolo-mousse de chocolate.

A DS Portugal apoia o trabalho desenvolvido pela Coolectiva através da cedência de uma viatura para deslocações da redacção. Este passeio até Marialva foi feito a bordo do DS3 Crossback que ficam convidados a conhecer melhor na DS Store Coimbra.

Texto: Joana Pires Araújo
Fotos: Casas do Côro e Joana Pires Araújo

Viajámos até Trancoso a convite do Turismo do Centro e a propósito do lançamento dos roteiros “Road Trips Centro de Portugal – 1 é bom, 2 é ótimo, 3 nunca é demais”. Podem ver o roteiro da Região Serra da Estrela aqui

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