Por baixo do arco-íris estamos todos nós

Nalgum lugar, para além do arco-íris / Bem lá no alto / E os sonhos que sonhaste / Uma vez numa história de embalar, canta Judy Garland, no mítico filme O Feiticeiro de Oz, de 1939. Chama-se Over the Rainbow, na versão original, e foi escrita por Yip Harburg e composta por Harold Arlen para transmitir as esperanças e sonhos de uma menina que não está num lugar bom, sobre um mundo ideal, de amor e alegria.

Não se sabe bem quem nem como, mas terá sido em Itália que os arco-íris se começaram a multiplicar, primeiro nas janelas e depois em todo o lado, como símbolo de esperança e resiliência perante a pandemia de COVID-19. Portugal não foi excepção e, com ou sem arco-íris, seja por parte de quem fechou literalmente a loja - voluntária ou involuntariamente -, seja por parte de um amigo, de um vizinho ou do farmacêutico do bairro, proliferaram as mensagens motivacionais à moda antiga, ou seja, no papel.  

Muitos se deram ao trabalho de usar o papel e a caneta, ou o computador e a impressora, para estampar no rosto de quem a visse um sorriso ou entregar bem mais do que um simples encomenda. Pensadas ou feitas por impulso, as mensagens fizeram a diferença no dia de quem as viu, recebeu em casa ou leu coladas no elevador do prédio, na rua, na montra da loja ou na janela de um desconhecido.

Partilhamos alguns registos destes gestos que humanizaram o momento que vivemos, de quarentena e distanciamento social, fotografados pela nossa equipa e partilhados expontaneamente pelos nossos leitores. Um dia farei um pedido a uma estrela / Acordar num lugar onde as nuvens estão bem lá atrás, continua a canção. Façamos todos a nossa parte, e esse dia não há-de estar longe. 

Texto: Filipa Queiroz
Fotos: Filipa Queiroz, Joana Pires Araújo, Filipa Alves, Vânia Alves, Cristina Rufino, Maria João Neves

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