O 1.º dia do desconfinamento em Coimbra

Coimbra a meio gás. Filas para os correios, cabeleireiros e barbeiros a atender cliente após cliente com marcação, lojas com limite de pessoas, aqueles que não resistem às pastelarias e nas retrosarias e lojas do género ouve-se repetidamente: tem máscaras? Em todo o comércio aberto, as mãos esfregam-se regularmente em soluções à base de álcool e adivinham-se expressões faciais por detrás do tecido que agora nos tapa as caras.

O respeito pelo distanciamento existe mas também é bem presente o silêncio e a espécie de apatia que as máscaras e viseiras provocam. Não há sorrisos, não há crianças, não há espontaneidade nas ruas já que cada saída tem um propósito. Mas há esperança, há um regresso tímido à normalidade possível. Este foi o primeiro dia do desconfinamento no centro da cidade de Coimbra.

Texto e fotos: Filipa Queiroz e Joana Pires Araújo

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Miguel
05.05.2020

Metade das pessoas (incluindo quem atende ao publico) tem a máscara mal colocada, não tapando o nariz (ou até só no queixo).

Será que as pessoas não se convencem que a máscara é para tapar boca e nariz SEMPRE? Quando é para tirar é para deitar fora, NUNCA deve descer para o queixo e muito menos voltar a subir.