Quem quer novidades no armário sem gastar dinheiro nem o meio ambiente?

A cada edição é mais participada e animada a Troca de Roupa! em Coimbra. No evento organizado pela Casa da Esquina, Graal e Banco de Tempo, têm 3h para deixar e levar roupas desta espécie de cabide colectivo.

A Troca acontece a cada mudança de estação e agora em espaços diferentes da cidade como no Bairro da Relvinha e nos claustros do Museu Nacional de Machado de Castro. Não há troca directa, ou seja, correspondência na quantidade de roupas trocadas, cada pessoa pode trazer um máximo de 15 peças e levar as que quiser, explica a organização também da Feira do Livro Dado e projectos de costura e upcycling

A ideia é ter produtos suficientes para haver dinâmica de trocas e que eles estejam em bom estado. O vestuário que sobra da Troca é novamente levado para casa pelos participantes ou doado a instituições de solidariedade social. 

Dia 14 de Março, a partir das 15h, podem trocar roupa no Clube Real da Conchada (aqui) e ver como se ganha um guarda-roupa novo sem gastar um tostão, contribuindo ao mesmo tempo pra ajudar o ambiente. A entrada é gratuita e costuma ser animado, até com música ao vivo. Não tem limite de idade e só é preciso inscreverem-se aqui.

Ano novo, roupa nova

Os objectos como roupa, brinquedos e livros têm uma extensão de vida bastante lata, sendo possível reutilizar e reformar antes de os reduzir ou reciclar, defende a Casa da Esquina. A associação cultural criou o evento há 4 anos. Porque além de serem materiais duradouros, ao passarem de mãos podem também tornar-se novidade para outra pessoa sem que seja necessário estar continuamente a comprar novo.

Pensando na moda e nos recursos usados para fazer uma camisola ou umas calças, fazer durar a existência das peças é um acto de cidadania e preservação do ambiente, porque quem o faz está activamente a combater o desperdício. Ao mesmo tempo que poupamos recursos ambientais, poupamos também recursos financeiros e, se pensarmos no tempo e no trabalho que gastamos para ganhar esse dinheiro, também nos estamos a poupar a nós. E tudo, sem deixarem de se vestir bem e divertirem-se. 

 

Factos

É sabido que a moda rápida e barata das grandes cadeias mundiais, conhecida como fast fashion, mudou a forma como nos vestimos. A produção mundial de roupa atingiu níveis brutais e entre as várias consequências da aceleração da moda, a cópia e a globalização dos estilos veio também o peso ambiental. Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente em Portugal deita-se para o lixo 200 mil toneladas de têxteis por ano. Além disso, há que ter em conta as pessoas que todos os dias são exploradas no processo desenfreado de produção de roupas e os recursos que são usados. Este artigo do Público do final do ano passado é bem elucidativo se quiserem saber mais.

Aproveitem a oportunidade para contrariar o desperdício e garantimos que ainda se divertem nesta feira sustentável que é como ir a casa de uma amiga ou amigo e levar uns trapos giros que ela ou ele já não usam. Há sempre coisas para crianças também e acessórios como sapatos, bolsas, lenços e cintos. 

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