Há um ciclo de cinema em Coimbra só sobre temas ecológicos

Todos os tempos têm os seus problemas e todos sabemos mais ou menos quais são os do nosso, mas nunca é demais lembrar, reflectir, discutir. Há grupos e organizações que criam espaços comuns, comunitários, onde se possa falar sobre o que nos preocupa, imaginar outros futuros e, passo-a-passo, construí-los colectivamente, mobilizando criativamente os recursos de que dispomos a nível local para fazer, aprender, lutar e resistir. Em Coimbra, um desses espaços é o ciclo de cinema ParaDocma, organizado pela Casa da Esquina, Coimbra em Transição (CeT), CineEco Seia e Oficina de Ecologia e Sociedade do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em colaboração com outras organizações locais.
A entrada para ver os filmes é gratuita e podem acompanhar a programação aqui. Arranca dia 23 de Janeiro, pelas 18h30, na Casa da Esquina, com o documentário Saúde Mestre Chico! e conta com a presença da realizadora, Stella Oswaldo Cruz Penido, disponível para conversar com o público. A Casa da Esquina tem os direitos para exibição livre de filmes premiados no principal festival de cinema sobre ambiente em Portugal e, nesta que é a 3ª edição do Paradocma, as sessões são principalmente no espaço da associação cultural mas também noutras associações e comunidades das periferias da cidade como os Bairros da Rosa, do Ingote e da Relvinha, entre Maio e Julho. 

Saúde! Velho Chico (2018)

Duração: 52 minutos
Argumento: Eduardo Vilela Thielen
Realização e guião: Stella Oswaldo Cruz Penido e Eduardo Vilela Thielen
Fotografia: Paulo Lara e Rafael Diniz
Banda sonora: Bernardo Gebara

Trailer

Em 1912, os cientistas Adolpho Lutz e Astrogildo Machado realizaram uma expedição ao rio São Francisco para investigar as condições de saúde da região. Utilizando as fotografias desta expedição, pesquisadores da Fiocruz voltaram ao Velho Chico para documentar as mudanças ambientais e seus reflexos na vida de seus habitantes. 

ParaDocma

A palavra vem de Paradigma, Documentário e Dogma. A organização deste ciclo de cinema defende que importa desenvolver uma leitura ecológica crítica sobre o mundo, atendendo à complexidade dos desafios que hoje colocam em causa a manutenção da vida no Planeta Terra, às crescentes desigualdades e injustiças sociais e contradições do desenvolvimento sustentável. Ecológica, de ecologia, do grego oikos que significa casa, e de logos, que significa estudo. Precisamos de cultivar o estudo do lugar onde se vive, dos lugares que habitamos, e da sua ligação íntima com a defesa da vida, apela. Por isso propõe filmes sobre as decisões relacionadas com as dinâmicas de poder, nomeadamente das elites económicas sobre o que é produzido no ramo alimentar, as fontes de energia utilizadas, os processos de combate às doenças, a configuração dos territórios em que se investe mais recursos económicos. O objectivo é dinamizar a cidade de Coimbra e promover o estudo da casa, criando diálogo sobre temas ecológicos prementes em diversos espaços da cidade através deste evento itinerante que, ao mesmo tempo, divulga espaços associativos e públicos junto da população. 

 

Artigo patrocinado

Artigo actualizado às 12h de 28 de Janeiro de 2020

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