Estes smarthphones e capas lindas são amigos do ambiente

 Se há produto sem o qual nos passámos a ver despidos, é o telemóvel, não é assim? E o Natal tem sido uma óptima desculpa para o trocar. Diariamente são vendidos mais de 4 milhões de telemóveis e as promoções desta época festiva ajudam a este número.

Escusado será referir o impacto destes aparelhos no ambiente, portanto passemos às novidades. Achámos por bem dar-vos a conhecer que a tecnologia pode ser mais amiga do ambiente e trazemo-vos uma alternativa a dois dos objectos sem os quais já não passamos.

Fairphone

É a prova de que é possível uma indústria electrónica ser mais justa e sustentável ambientalmente, pondo as pessoas e o planeta em primeiro plano. Para além do respeito pelos direitos humanos e laborais, a Fairphone tem trabalhado também no sentido de minimizar a pegada ambiental, fazendo o possível para incorporar cada vez mais materiais justos, recicláveis/reciclados e responsáveis ao nível da mineração, acompanhando a cadeia de produção desde a origem do material. É o caso do ouro, material essencial para a indústria tecnológica que é normalmente obtido por meio de exploração infantil, sem condições de segurança, causando disputas de terras e poluição, que a FairPhone demonstra, com as parcerias certas, poder ser obtido sem atropelar estes direitos humanos e ambientais. Para além da vertente humanista em crescimento, inexistente nas habituais marcas de telemóveis, a Fairphone preocupa-se em reduzir os resíduos, criando produtos duradouros e reparáveis. Sim, leram bem: reparáveis. Este smartphone é desenhado em módulos e vem acompanhado de uma pequena chave-de-fendas, encorajando a reutilização e reparação por parte do consumidor. O carregador, cabo ou phones devem ser encomendados só se for preciso, caso contrário não vêm com a encomenda, evitando o consumo desnecessário de objectos iguais aos que já se tem. O preço pode não ser tão apelativo, mas a verdade é que é barato para o comércio justo em questão. Afinal, o barato sai bem caro para quem está na base da produção. Não deixem de navegar pelo site da Fairphone e perceber o esforço de uma companhia tecnológica que navega contra um mundo em que o mais fácil e mais barato vale vidas. Esta indústria está longe da perfeição, mas passo a passo a FairPhone vem melhorá-la.

Pela Case

Anualmente são vendidas cerca de mil milhões de capas protectoras de telemóvel/smartphone, maioritariamente feitas em plástico, sendo descartadas quando se estragam, quando deixam de ser compatíveis com o modelo de aparelho ou simplesmente quando apetece. Foi desta necessidade de dar alternativas responsáveis e diminuir o plástico descartado na Natureza que a Pela Case criou várias opções ambientalmente responsáveis, todas 100% compostáveis e bem resistentes a quedas – comprovado pela Coolectiva. Como se não bastasse não poluírem o ambiente, parte das vendas destas capas é ainda direccionada para a limpeza do plástico dos oceanos e das costas e para a protecção da Natureza. Alguns dos modelos são inclusivamente alusivos a esta biodiversidade que tem sofrido com a pegada humana, acrescentando continuamente parcerias como a Oceana, a Save The Waves, a Surfrider Foundation ou a Global Penguin Society, entre muitas outras. Felizmente o consumo consciente mostra resultados. Em 2018 as vendas da Pela Case resultaram em mais de 19.000 kg de plástico retirado do oceano e donativos acima dos 170.000 € que ajudaram a proteger a biodiversidade, o oceano e a costa. No entanto, a não esquecer que o produto mais sustentável é aquele que deixamos de comprar.

Texto e foto de capa: Inês Teixeira 
Fotos: Pela Case e Fairphone

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