Os Passadiços da Ria de Aveiro são espectaculares em qualquer altura do ano

Ao Sábado e ao Domingo é quando há mais gente, em Agosto então nem se fala! João Filipe e a companheira moram na Gafanha da Nazaré. Lá também há um passadiço mas neste aqui uma pessoa sai mais da confusão, estamos à vontade, o ar é óptimo e depois tem passarinhos, continua o pintor que fotografa para depois reproduzir na tela tudo o que vê. Se antes era preciso apanhar boleia num moliceiro ou numa bateira, agora já se pode ir a pé ou de bicicleta percorrer, sem pressas, os fantásticos Passadiços Ria de Aveiro. Inaugurados no ano passado, até o National Geographic já reparou neles.

Para quem gostar de observar pássaros é uma fartura porque a ria abriga mais de 20 mil aves migratórias, como flamingos, pilritos-comuns, pernas-longas, guinchos, rouchinóis, andorinhas-do-mar-anãs, águias pesqueiras, milhafres e garças-brancas-pequenas. De resto passa-se por embarcações naufragadas, gruas de outros tempos, pequenas ilhas desertas e velhos casarios com a sensação de que o tempo parou ou então corre bem pachorrento. Mas o melhor de tudo é mesmo desfrutar da paz, da natureza, ouvir o cumprimento de quem passa e, quem sabe, trocar umas impressões com outros passantes, como nós com João Filipe.

 

Passeio

Podem ir a pé ou de bicicleta. O ponto de partida oficial é no Canal de São Roque, que fica perto do centro da cidade de Aveiro, e o final é em Ponte Caída sobre o Rio Vouga, em Vilarinho. São cerca de 15 quilómetros, ida e volta, com poucas sombras mas vários pontos de descanso como bancos de madeira. Também podem fazer o percurso mais curto (5 km) a partir do Cais da Ribeira de Esgueira, ou ir mesmo até Estarreja.

Fauna e flora

Ao longo do percurso, sempre bem assinalado, passam pela ria de Mataduços e Póvoa do Paço até chegar ao Rio Novo do Príncipe, em Vilarinho, entre árvores, sapais e areal. Tudo diferente consoante a estação do ano e, no caso da Ria, da altura do dia também. Pelo caminho há painéis com informação e também frases e expressões da zona. Além das aves, a Ria é igualmente reconhecida pela importância que tem para a conservação de outras espécies da fauna protegidas ao abrigo da Directiva Habitats, entre elas os peixes migradores como a lampreia, o sável e a savelha. Também a lontra, a rã de focinho pontiagudo e o lagarto de água. O arvoredo é variado, com predominância de eucaliptos e pinheiros.

O que levar

Calçado e roupa adequada a caminhadas são recomendáveis, mas não obrigatórios. Água e snacks sim, com um saco para trazerem o lixo, bem como um chapéu e protector solar. Talvez não se queiram esquecer também dos óculos de sol e, claro, a máquina fotográfica ou um smartphone para registar os melhores momentos da caminhada. No final, vão lanchar a uma pastelaria de Aveiro com os incontornáveis ovos moles. Não sabem qual? Brevemente recomendamos, fiquem atentos.

Deixa-nos a tua opinião!

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.