Como funciona a bicicleta eléctrica? Nós mostramos e em Coimbra.

Em bom rigor, este não é um artigo sobre bicicletas eléctricas, é um artigo sobre bicicletas com assistência eléctrica ou pedaleira assistida, ou seja, com um motor na roda traseira e um sensor de pedalada. Mas vamos chamar-lhe bicicleta eléctrica para facilitar.

Neste modelos, as bicicletas têm um motor que é activado quando se começa a pedalar. Sim, é preciso pedalar na mesma, só que quando quiserem podem accionam o motor, no pequeno monitor que está montado no guiador, e têm uma ajuda para andarem mais rápido ou cansarem-se (bem) menos nas subidas. A bicicleta é um meio de transporte alternativo, amigo do ambiente e uma alternativa ao carro. 

Pode ser utilizada em Coimbra, apesar de muitos pensarem o contrário, e falamos de uma utilização diária: para ir para o trabalho, para ir buscar os filhos à escola, para ir às compras e, claro, para passear ou fazer exercício.

Ter uma bicicleta eléctrica é, na maioria dos casos, uma opção de vida. Não só porque já estivemos mais longe de vislumbrar o cenário em que uma grande parte de nós as usaremos para nos deslocarmos, mas também porque convém justificar o investimento. São mais caras do que as bicicletas tradicionais, sem motor. O que motiva a usá-las é que já depende de cada um, mas já lá vamos. 

Qual?

Difícil é escolher. É mesmo. Não faltam modelos e sítios onde comprar, por diferentes valores e com diferentes vantagens e desvantagens. Dobrável e não dobrável, desportiva ou de passeio - antes de comprar, há que ter acima de tudo em conta onde se vai usar (rodas), onde se vai guardar (peso, tamanho), qual vai ser o estilo de pedalada e assegurar que a bateria é de qualidade. A bicicleta na imagem é da Decathlon, mas em Coimbra encontram em lojas como a Sportimpact, Bikezone e Switchbike

Como?

A utilização da bicicleta eléctrica é igual à da bicicleta normal, excepto o facto de poderem optar por ter uma ajuda nas subidas ou andar mais rápido sem fazer esforço. A sensação é mesmo a de alguém dar um suave empurrão atrás, com mais ou menos força. É sempre preciso pedalar, só que menos. Manter um ritmo constante quando se começa a subir é um bom truque, para evitar exagerar na força que o hábito leva a fazer. Instruções: depois de encaixar a bateria carregada e o (recomendado) capacete, é só começar a pedalar. Quando for para usar o motor, basta ligar o pequeno painel de controlo no guiador e escolher o modo 1 (ECO), 2 (NORMAL) ou 3 (RÁPIDO). Alguns modelos têm outras opções e o painel indica sempre quer a velocidade, quer a percentagem de bateria que têm para utilizar. 

 

Porquê?

Quando a bateria da bicicleta eléctrica termina, é só voltar a carregar, no dispositivo próprio e em qualquer tomada, como se fosse o carregador da máquina fotográfica. Cada bateria dá para centenas de ciclos de carga a 100%, dependendo do modelo. As vantagens da utilização da bicicleta, em geral, resumem-se a 6: ser saudável, divertido, uma forma de fazer exercício, permitir evitar chatices com estacionamento e trânsito e, claro, não poluir. As desvantagens podem ser a fadiga, a transpiração (praticamente inexistente com a eléctrica) e o facto de ser menos cómoda no Inverno, por causa do frio e da chuva. Quanto à segurança e circulação, não depende apenas de quem a utiliza e, segundo apurámos junto a vários utilizadores em Coimbra, também não é um problema. Quem vai experimentar?

Texto e fotos: Filipa Queiroz

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