Como funciona a bicicleta eléctrica? Nós mostramos, e em Coimbra.

Em bom rigor, este não é um artigo sobre bicicletas eléctricas, é um artigo sobre bicicletas com assistência eléctrica ou pedaleira assistida, ou seja, com um motor na roda traseira e um sensor de pedalada. Mas vamos chamar-lhe bicicleta eléctrica para facilitar. Neste modelos, as bicicletas têm um motor que é activado quando se começa a pedalar. Sim, é preciso pedalar na mesma, só que quando quiserem podem accionam o motor, no pequeno monitor que está montado no guiador, e têm uma ajuda para andarem mais rápido ou cansarem-se (bem) menos nas subidas. A bicicleta é um meio de transporte alternativo, amigo do ambiente, e uma alternativa ao carro. 

A bicicleta pode pode ser utilizada em Coimbra, apesar de muitos pensarem o contrário, e falamos de uma utilização diária: para ir para o trabalho, para ir buscar os filhos à escola, para ir às compras e, claro, para passear. Ter uma bicicleta eléctrica é, na maioria dos casos, uma opção de vida, não só porque já estivemos mais longe de vislumbrar o cenário em que uma grande parte de nós as usaremos para nos deslocarmos, mas também porque convém justificar o investimento. São mais caras do que as bicicletas tradicionais, sem motor. Já o que motiva a usá-las já depende de cada um, mas já lá vamos. 

Qual?

Difícil é escolher. É mesmo. Não faltam modelos e sítios onde comprar, por diferentes valores e com diferentes vantagens e desvantagens. Dobrável e não dobrável, desportiva ou de passeio - antes de comprar, há que ter acima de tudo em conta onde se vai usar (rodas), onde se vai guardar (peso, tamanho), qual vai ser o estilo de pedalada e assegurar que a bateria é de qualidade. A bicicleta na imagem é da Decathlon, mas em em Coimbra encontram em lojas como a Sportimpact, Bikezone e Switchbike. Atenção que, até 30 de Novembro podem candidatar-se aqui ao Fundo Ambiental do Governo, que este ano dá uma ajuda de 250€ a quem comprar bicicletas elétricas (pessoa colectiva ou pessoa singular). 

Como?

A utilização da bicicleta eléctrica é igual à da bicicleta normal, excepto o facto de poderem optar por ter uma ajuda nas subidas ou andar mais rápido sem fazer esforço. A sensação é mesmo a de alguém dar um suave empurrão atrás, com mais ou menos força. É sempre preciso pedalar, só que menos. Manter um ritmo constante quando se começa a subir é um bom truque, para evitar exagerar na força que o hábito leva a fazer. Instruções: depois de encaixar a bateria carregada e o (recomendado) capacete, é só começar a pedalar. Quando for para usar o motor, basta ligar o pequeno painel de controlo no guiador e escolher o modo 1 (ECO), 2 (NORMAL) ou 3 (RÁPIDO). Alguns modelos têm outras opções e o painel indica sempre quer a velocidade, quer a percentagem de bateria que têm para utilizar. 

 

Porquê?

Quando a bateria da bicicleta eléctrica termina, é só voltar a carregar, no dispositivo próprio e em qualquer tomada, como se fosse o carregador da máquina fotográfica. Cada bateria dá para centenas de ciclos de carga a 100%, dependendo do modelo. As vantagens da utilização da bicicleta, em geral, resumem-se a 6: ser saudável, divertido, uma forma de fazer exercício, permitir evitar chatices com estacionamento e trânsito e, claro, não poluir. As desvantagens podem ser a fadiga, a transpiração (praticamente inexistente com a eléctrica) e o facto de ser menos cómoda no Inverno, por causa do frio e da chuva. Quanto à segurança e circulação, não depende apenas de quem a utiliza e, segundo apurámos junto a vários utilizadores em Coimbra, também não é um problema. Quem vai experimentar?

Texto e fotos: Filipa Queiroz

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