Fora da Caixa | Vanessa Kuzer, maquilhadora

Honestidade, paixão e trabalho. Conceitos aos quais junta alguma sorte para delinear um percurso de sucesso. 44 anos, natural de Moçambique, em pequena sonhava ser professora primária mas acabou por estudar Serviço Social, em Coimbra. A mudança começou quando ainda trabalhava como assistente social num projecto ligado às Câmaras Municipais de Pedrógão Grande e de Castanheira de Pêra. Ao fim-de semana, tirava o curso de maquilhagem na Make:up Artist, em Lisboa, como hobby. Sempre gostei de maquilhagem. Adorava maquilhar as minhas amigas e gastava imenso dinheiro em maquilhagem, achava eu na altura. Depois, surgiram os trabalhos e, sem saber explicar muito bem como tudo aconteceu, acabou por se tornar demasiado importante e passou para 1º lugar. Tinha 32 anos. Aprendeu com os melhores artistas da área. Nomes como: Mario Dedivanovic, Samer Khouzami e Charlotte Tilbury, fizeram parte do processo de aprendizagem. Sendo a sua imagem de marca o seu trabalho com noivas - distinguido com dois prémios -, tem trabalhos em áreas tão diferentes como: televisão, cinema, teatro, caracterização, moda e formação em maquilhagem profissional.

- O que é essencial na tua vida?

Confiar nas pessoas que me rodeiam.

- Se pudesses telefonar a qualquer pessoa no mundo e falar durante 1h, quem escolherias?

Eça de Queirós. Porque ele escreveu a história de amor mais bonita que já li na vida, Os Maias e, quase de certeza, ele deve ter vivido ali algumas coisas. 

- Qual o site que visitas mais vezes?

O site da Sephora.

- Que hábito te irrita mais nos outros?

A falta de civismo.

- O que é que toda a gente deveria visitar em Coimbra?

Passear pela Baixa, subir pelo Quebra Costas, visitar a universidade, são pontos obrigatórios.

- Qual a melhor prenda que já recebeste?

Foi um telefonema a dizer-me: Olha! Reserva estes cinco dias porque vamos a Nova Iorque, vais fazer uma formação. Ainda hoje consigo imaginar esse momento. Esse telefonema mudou completamente a minha vida e a forma como encaro a minha profissão.

- Qual a coisa que estás certa de nunca experimentar?

Nada. Não digo nem nunca, nem sempre, a absolutamente nada. Tudo é uma possibilidade.

- O que gostarias de experimentar mas ainda não tiveste coragem?

Saltar de pára-quedas, daqueles que vamos agarrados a alguém.

- Se conseguisses resolver um mistério, qual seria?

O das meias. Gostava de perceber porque é que colocamos um x número de pares a lavar na máquina e sai sempre um número inferior. Não entendo.

- Qual a app mais estranha no teu telemóvel?

GoldenRatio, é uma aplicação que permite ver a assimetria do rosto. Uso muito pouco, só quando tenho dúvidas.

- Uma memória da tua infância?

Gosto do cheiro do lápis de carvão e, embora não coma muito, puré de batata com noz-moscada.   

- O que estás a ver neste momento?

Comecei agora a ver a Chernobyl.

- Tens algum ritual diário?

Tenho vários. Uma das coisas que faço logo pela manhã é tirar 10 minutinhos do meu tempo para meditar.

- Qual o filme que te fez rir à gargalhada?

Os filmes antigos portugueses. O Pátio das Cantigas é um deles.

- Para onde vais quando precisas de estar sozinha?

Para o quartinho da maquilhagem lá de casa.

- O que trazes sempre na carteira?

Um quartzo rosa. 

- Quais os produtos de maquilhagem que não podem faltar na carteira de qualquer mulher?

Um hidratante de lábios, uma máscara de pestanas, um bronzer e um batom.

- Qual a melhor invenção de sempre?

O revirador de pestanas da Shu Uemura.

- Qual a tua última obsessão?

O óleo desmaquilhante da Lierac.

- Que músicas tocam mais na tua playlist?

Bossa Nova.

- Um ponto alto da tua carreira?

Um deles foi receber um pedido da Make a Wish. Proporcionei a uma menina, cujo sonho era ser maquilhada por uma maquilhadora profissional, umas horas de como maquilhar e ser maquilhada. Também no IPO, ter a oportunidade de trabalhar a maquilhagem a outro nível. Porque associamos a maquilhagem a sessões fotográficas mas depois há o outro lado, de quem apenas se quer ver ao espelho. A primeira vez que fiz isso no Porto, lembro-me de chegar ao carro e chorar, mas chorar de alegria por estar a proporcionar um momento tão bom a tanta gente, com tão pouco. 

- Qual a pergunta que gostarias de saber a resposta?

Quando é que eu vou morrer? Lidava bem com isso. Acho que nós pensamos sempre que temos mais tempo do que aquele que realmente temos e vamos adiando algumas coisas.

Associa palavras 

actor - Diogo Infante
actriz - Eunice Muñoz
modelo - Cindy Crawford
comida - massa
bebida - Coca-Cola
objectivo - mais e melhor
infância - colégio
pessoa  - filha
cor - amarelo
destino - África 
livro - Os Maias

Preferias estar três dias sem beber água ou uma semana sem internet?

Uma semana sem internet. A água é indispensável à vida.

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