Sábado o Museu é a Baixa de Coimbra e vai ter meia centena de estátuas vivas

A Rainha Santa Isabel, a Tricana, um vendedor de castanhas, D. Afonso Henriques, D. Sancho I, Santo António, Luís de Camões e Miguel Torga, é possível que se cruzem com eles na Baixa de Coimbra este Sábado, dia 10 de Agosto. Contem também com alguém da série de televisão Guerra dos Tronos, a Pipi das Meias Altas, o Minotauro, um guerreiro árabe, um soldado romano e uma gárgula, por exemplo. Este ano, 50 artistas participam na III Mostra de Estátuas Vivas em Coimbra, espalhados por mais de 40 sítios da baixa da cidade, numa enorme manifestação de imobilidade expressiva organizada pela  Câmara Municipal de Coimbra. Será a maior edição e com muitas novidades nas figuras representadas, que vão surpreender a cada canto e recanto, revelou-nos a Vereadora da Cultura, Carina Gomes. Vale a pena deixarem-se surpreender pelas personalidades ligadas à História, Literatura, tradição e ofícios populares nesta que é a 3ª edição do evento que faz as delícias de residentes e visitantes, por isso tem vindo a crescer.  

Meia centena de estátuas vivas prometem transformar o centro histórico numa autêntica galeria de arte ao ar livre, visitável entre as 10h30 e as 13h e as 16h30 e as 19h (por causa da exposição solar directa). D. Fernando e D. Leonor, o Marquês de Pombal e o compositor Carlos Seixas são mais algumas personagens que podem deixar que os miúdos tentem identificar e, atenção, porque podem circular livremente ou fazer um circuito orientado. Carina Gomes disse à Coolectiva que todas as estátuas vivas merecem o maior carinho e respeito, mas a vereadora aceitou o nosso desafio e destacou 3 personagens muito ligadas à história de Coimbra: a Rainha Santa Isabel, no Largo da Portagem, por ser a padroeira da cidade de Coimbra; Miguel Torga, também no Largo da Portagem, em homenagem ao poeta e à sua obra, que não poderia ser esquecida quando se celebram os 30 anos da atribuição do Prémio Camões; e D. Afonso Henriques, que em 1129 fez de Coimbra capital do Condado Portucalense e que está sepultado no primeiro Panteão Nacional, o Mosteiro de Santa Cruz.  

 

Circuito 

Começa na Praça 8 de Maio, segue pela Rua da Sofia até à zona do Terreiro da Erva, volta pela Rua Direita até à Praça 8 de Maio, de onde segue para as ruas e largos da baixinha até à Praça do Comércio e ao Largo da Portagem. O último percurso orientado é no eixo Rua Ferreira Borges e Rua Visconde da Luz, sendo que este ano as Estátuas Vivas também chegam ao Pátio de Almedina e ao Quebra Costas. 

Organização

Conhecido como Staticman, António Santos bateu o recorde do Guinness de imobilidade com umas impressionantes 15 horas, 2 minutos e 55 segundos em 1988 na Rambla de Barcelona. A partir daí foi somar êxitos e seguidores por toda a Europa. O pioneiro da arte da quietude é o director artístico da Mostra de Estátuas Vivas de Coimbra, que a cada ano tem tido mais artistas e todos premiados em festivais nacionais e internacionais. 

 

 

 

História

Os primeiros relatos de estátuas vivas terão chegado do antigo teatro grego, onde em determinadas situações actores faziam poses a imitar estátuas. Na Renascença e Idade Média os chamados tableau vivant, ou grupos de estátuas vivas, costumariam animar as festividades. Vários artistas terão, mais tarde, recuperado a performance artística que consiste em imitar uma estátua através de pausas sem movimento, controle sobre o corpo e técnicas e mímicas que prendem a atenção dos espectadores, como a dançarina alemã Olga Desmond (na imagem), nos anos 20, e os britânicos Gilbert and George, na década de 1960.

 

 

 

Artigo patrocinado
Fotos: Câmara Municipal de Coimbra, Wikipédia

Artigo actualizado às 17h15 de 7 de Agosto, 2019

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