Ah e tal, não há nada para ver na cidade? Podem visitar 10 espaços com arte

ATÉ 13 DE ABRIL

Na Casa Municipal da Cultura (na Rua Pedro Monteiro), encontram uma exposição de ilustração, desenho e pintura, intitulada Perspetivas, da autoria de Nuno Freire, organizada pela Câmara Municipal de Coimbra. O objectivo do artista é de fomentar, junto dos visitantes, a descoberta, o conhecimento e o despertar para novas visões do Mundo.

ATÉ 14 DE ABRIL

No Convento São Francisco (na Avenida da Guarda Inglesa), podem ver a exposição Desenhar o silêncio, de António Jorge Gonçalves cujo trabalho abrange o desenho, a fotografia, a música, e a arte pública. A narração por imagens é o seu território favorito. Esta é uma exposição de ampliações em grande formato de desenhos do autor publicados em diversas obras onde texto e imagem se relacionam de forma íntima e experimental. Complementada por frases do escritor angolano Ondjaki, a exposição dá-nos a ver o desenho enquanto escrita: imagens que materializam um ponto intermédio entre sonho e a realidade, criando no leitor uma imagem mental.

 

ATÉ 26 DE ABRIL

Na Casa das Artes Bissaya Barreto, vejam a exposição de fotografia O Festival Santos da Casa, pelo olhar de Adriana Boiça Silva. Acompanhando desde cedo o Festival Santos da Casa, Adriana une o olhar à fotografia desde os 14 anos. Aliando a fotografia às pessoas, relata uma viagem de dez anos com algumas das personagens e bandas que constituíram a narrativa. Aos 14 anos, Adriana criou o blogue Cores ao Vivo onde documenta e retrata a nova música portuguesa, tendo já fotografado mais de quatro centenas de bandas e artistas, em mais de mil concertos a que assistiu. Para além das horas indicadas é também possível visitar exposição durante outros eventos em que a Casa das Artes Bissaya Barreto se encontre aberta ao público.

 

ATÉ 27 DE ABRIL

No Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (na Rua Castro Matoso), podem visitar a exposição Fermata (do italiano de parada), que também se refere à suspensão na notação musical de João Ferro Martins. Consiste num conjunto de obras de 2019 feitas a partir de conceitos como pausa, espera, respiração, silêncio, invariabilidade. Palavras ligadas à música, mas que também se aplicam quando falamos de ciclos ou de rotina. A constante necessidade de tempo que não controlamos e a soberania cíclica dos dias e das tarefas parecem suspender-nos letargicamente criando assim um contrassenso, como objectos  disfuncionais ou cuja função foi deslocada.

ATÉ 28 DE ABRIL

No Museu Nacional de Machado de Castro podem ver, a partir de 2 de Abril, Num milionésimo de segundo de Catarina Sobral. Reconhecida como um dos maiores talentos da ilustração nacional e vencedora de vários prémios e menções especiais, Catarina apresenta uma reflexão subtil sobre a linguagem, o tempo e os afectos, com imagens que transportam para um universo peculiar composto por palavras misteriosas e inúmeras cartas de amor, disfarçadas de ilustrações e endereçadas a artistas e escritores vários, como James Joyce, Fernando Pessoa, Franz Kafka, Édouard Manet, Jacques Tati e Charlie Chaplin. Esta exposição faz parte da iniciativa Abril no Feminino.

 

ATÉ 30 DE ABRIL

No Liquidâmbar (um café no n.º 28 da Praça da República), podem visitar a exposição Na Cidade Exposta: Coimbra, de António Alves Martins. O conjunto de fotografias expostas é o resultado de um processo que implica, em primeiro lugar, o assumir da caminhada livre, o movimento de um olhar disponível para o inesperado de um plano e das suas linhas de fronteira; um encontro ou uma escolha que pode determinar, também, a possível duplicação da imagem através da selecção de um pormenor que lhe escapa, se emancipa, tornando a cidade um lugar por vezes demasiado estranho – como se já quase não lhe pertencêssemos. Talvez dê que pensar.

N’A Camponeza (na Rua da Louça), podem ver uma exposição colectiva de dois artistas: o trabalho de pintura de Gabriel Figueiredo que explora temas como o amor, a humanidade, o luto, e de Gonçalo Gaiola que apresenta desenhos minimalistas com um certo tom de mistério, o que torna cada uma das suas obras, de tão simples, complexas. As obras estarão à venda, com um intervalo de preços entre os 15€ e os 650€.

ATÉ 2 DE JUNHO

No Centro de Artes Visuais (no Pátio da Inquisição), inauguraram no passado dia 22 de Março duas exposições. All Work [&] No Play do artista francês Nicolas Giraud é o primeiro momento de um ciclo de exposições que reflecte sobre a relação entre as artes plásticas e o cinema, com curadoria de Paulo Pires do Vale. Em All work [&] no play, Nicolas Giraud debruça-se sobre Shining, de Stanley Kubrick, desenvolvendo uma reflexão sobre a escrita e o universo do escritor.

No piso superior, e com curadoria de Albano Silva Pereira, vejam Branco Chumbo de Teresa Carepo, uma exposição onde a artista apresenta trabalhos recentes, em vídeo e escultura, que, pela condição plástica dos materiais escolhidos, remetem para questões como a corporalidade dos gestos , o visível e o invisível ou o efémero.

ATÉ 12 DE MAIO

No Welcome Center do Convento São Francisco (na Avenida da Guarda Inglesa), percorram a exposição FIO 2|Memórias Como Matéria-Prima, o resultado de um processo artístico da Mistaker Maker que partiu de um conjunto de memórias da vida da Fábrica de Lanifícios e as diversas gerações de empreendedores e trabalhadores que por lá passaram trabalho, que laborou no espaço do Convento São Francisco, hoje espaço multifuncional gerido pela Câmara Municipal de Coimbra.

 

EM PERMANÊNCIA

Na Vieira Duque – Galeria de Arte e Cultura (no n.º 1 do Adro de Cima), podem ver desenho erótico de João Cutileiro, arte popular de Júlia Ramalho ou Júlia Côta, escultura em bronze de Margarida Santos, fotografia de Lauren Maganete, pintura de Vitor Costa, entre outros. A Baixa ganhou um novo espaço onde Miguel Vieira Duque diz que quer explorar uma vertente que não é a de galerista mas a de merceeiro de arte

 

Na fotografia de capa: trabalho de Nicolas Giraud, em exposição no CAV

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