Não temos signos mas este calendário pode ajudar a ter um grande 2019

Inês Teixeira2014-05-04 14_1_Fotor-1
Antropóloga e Ambientalista
ines.af@gmail.com

 

 

 

Diz-se Ano Novo, Vida Nova mas sabem o que é que não é novidade? As metas que definimos e não chegamos a atingir. Por norma criamos objectivos ambiciosos, indefinidos e anuais, o que faz com que não cheguemos a alcançá-los, mas há luzes que podem ajudar a definir metas concretizáveis.

RODA DO ANO é um calendário semelhante ao zodíaco, é cíclico e leva em conta o ciclo solar e o ciclo lunar. Através dele e dos ciclos naturais podem ter em conta a época do ano para definir objectivos, porque tanto as condições externas como as internas vão condicionar ou facilitar a chegada à meta. Cada uma das seguintes 8 fases tem duração de cerca de um mês e meio e baseia-se no ciclo da Terra em relação ao Sol que, segundo a sabedoria ancestral, interfere com as nossas acções, com o que nos rodeia e com a forma como nos sentimos:
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21 – 22 DEZEMBRO
SOLSTÍCIO DE INVERNO (Yule)

Acabou de trazer o renascimento do Sol. A noite mais longa do ano deu origem ao início do crescimento dos dias. Esta época é de introspecção e de começar a exteriorizar o que interiorizaram nas semanas anteriores, ou seja, depois de perceberem o que querem ser e fazer, é a época certa para delinear objectivos.

1 – 2 FEVEREIRO
DESPERTAR  (Imbolc)

A meio caminho entre Inverno e Primavera a Terra começa a despertar, tal como as sementes começam a ganhar vida. Esta é a altura para reforçarem as intenções para o ano e limarem arestas. Se trouxerem algo do ano antigo que não querem, é hora de limpar. Aqui podem recolher inspiração, buscar ideias, preparar projectos.

20 – 23 MARÇO
EQUINÓCIO DA PRIMAVERA (Ostara)

Aqui o dia iguala a noite, portanto é tempo de equilíbrio. A vida floresce por todo o lado e nós ficamos mais expansivos com o aumento dos dias. Esta altura é óptima para iniciar actividades ao ar livre e começar a manifestar projectos.

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30 ABRIL – 1 MAIO
FERTILIDADE (BELTANE)

Estamos no auge da Primavera e da fertilidade da Terra. A vida pulsa fazendo desta a altura ideal para se focarem nas relações, unirem polaridades, partilharem e darem mais atenção ao corpo. A intimidade e energia sexual estão no auge.

 

20 – 23 JUNHO
SOLSTÍCIO DE VERÃO (Litha)

Tal como o dia mais longo do ano, também vocês estão no auge da vossa expressão. A partir deste momento começam a voltar ao mundo interior, portanto aproveitem estas semanas para celebrar a vida com grandes festas. Podem ver aqui projectos a crescer e explorar o mundo e as emoções.

 

1 AGOSTO
ABUNDÂNCIA (Lughnasadh/Lammas)

Depois de tanta fertilidade é hora das primeiras colheitas, de aproveitar as merecidas férias após meses de trabalho. Tempo de descanso e de absorver os últimos raios de Sol dos dias que, apesar de ainda grandes, estão agora em declínio. Começam a voltar-se para o Eu interior e então podem perceber os progressos que têm feito nas vossas metas.

 

20 – 23 SETEMBRO
EQUINÓCIO DE OUTONO (Mabon)

Ainda aproveitam o sol, mas começam a restabelecer o equilíbrio, tal como o do dia/noite. A partir daqui a noite torna-se maior do que o dia, e o frio recorda que é tempo de preparar o refúgio, tempo de olhar para dentro, de reflexão sobre o ano, o que resultou ou não, o que querem que continue e o que querem que morra. A quietude instala-se, mas ainda há abundância, têm os frutos convosco. É o momento ideal para dar, retribuir e agradecer.

31 OUTOBRO – 1 NOVEMBRO
MORTE E RENASCIMENTO
(Samhain)

Esta é a altura em que estão mais perto de vocês mesmos, em que a intuição está no auge. Depois de uma reflexão, é altura para deixar morrer o que não serve mais e redefinir quem querem ser. Este é tempo de recolhimento, menos socialização e mais introspecção. O contacto com os ancestrais é facilitado e ao os perceberem a eles, ajudam-se a perceberem-se a vocês mesmos.

 

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Antes de escolherem a época do ano, priorizem os vossos objectivos e simplifiquem-nos. Lembrem-se que o novo ano não vai ser a resposta para todas as metas da vossa vida, por isso sejam realistas e filtrem o que é realmente prioridade e concretizável num ano só. Dica: tornem-nos mensuráveis, quantifiquem-nos, por exemplo se querem correr especifiquem – Até ao fim do ano vou conseguir correr 4 km sem pausas. Se fizerem isso e perceberem a forma como actua o ciclo natural no vosso modo de vida, talvez consigam adaptar melhor as metas que querem atingir.

Exemplo: não vão esperar que os 4 km de corrida sejam atingidos num momento que nos pede introspecção e em que está frio lá fora, mas podem criar uma sub-meta para que do Equinócio da Primavera até ao Solstício de Verão consigam correr 20 minutos por dia. Tal como para começarmos a criar uma rotina de meditação, o Equinócio de Outono seja a melhor altura.

Ninguém vos conhece melhor do que vocês mesmos, portanto esta é apenas uma ajuda para que possam perceber de que forma o ciclo anual vos influencia, e assim fazer das vossas metas, metas concretizáveis. Quão bom será chegar ao final do ano e perceber que conseguimos atingir o objectivo? Ou perceber que afinal aquele objectivo já não faz sentido? Vamos receber os frutos que o novo ano tem para nós.

Que venham as concretizações. Feliz 2019!

 

 

 

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