Hoje o melhor final de tarde é a ouvir tocar kora no Jardim Botânico

A kora é uma harpa-alaúde de 21 cordas muito usada por povos na África ocidental, e apresentada internacionalmente por nomes como o grande Toumani Diabaté, Ballake Sissoko, Alagi Mbye ou, já da nova geração, Seckou Keita. Mbye Ebrima é filho de Alagi Mbye e deixou a Gâmbia há alguns anos para viajar e trabalhar pelo mundo. Passou por países como o Zimbabwe, Tanzânia e Alemanha, mas há 3 anos apaixonou-se por Portugal. O jali, ou tocador de kora e estudioso das próprias raízes, lançou âncora em Lisboa e desde então anda pelo país a tocar sozinho ou com diversas formações, e a dar aulas do instrumento que poucos no mundo dominam.

Mbye Ebrima está neste momento em Coimbra, e que sítio mais perfeito para ouvir a história dele em acordes de kora do que no belíssimo Jardim Botânico da Universidade de Coimbra? O músico apresenta o projecto a solo de interpretação da música enraizada na Senegâmbia hoje, às 19h, no Jardim Botânico.

O ciclo Hortus Musicalis, de que falámos aqui quando começou, em Julho, procurou oferecer uma pausa para reequilíbrio da energia convite para uma viagem no tempo – o tempo da música, ao correr do dia – e no espaço – por vários recantos do Jardim Botânico, que nos transportam, através das suas colecções de plantas, numa viagem pelo planeta.

A seguir ao concerto há actividades da Noite Europeia dos Investigadores à volta da Estufa, numa iniciativa que procura quebrar as barreiras que separam a Ciência dos cidadãos e desmistificar a imagem distante que o cidadão tem do cientista. É entre as 20h e as 23h, confirmados já estão primeiro uma visita com a arqueóloga Sónia Filipe (inscrições a partir das 20h, junto à Estufa) e actividades hands on – Encontros com cientistas também na Estufa e plataforma da Estufa. Mais informações aqui.


28 SETEMBRO | 19H | MBYE EBRIMA
Ponto de encontro no Portão dos Arcos do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra
Entrada livre

 

 

 

 

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