Vou ali já venho: TOMAR

De Coimbra, demora-se 1 hora de carro a chegar. De comboio um pouco mais do dobro do tempo mas com muitos horários, de Expresso 2 ou 3 horas por 13€. Não sendo muito grande, Tomar é absolutamente imperdível, mesmo que prefiram ficar sem fazer nada, só a desfrutar da paisagem à beira rio, num dos jardins do centro ou num parapeito do imponente Convento de Cristo. Este é uma sugestão de roteiro para 1 dia bem passado, sozinhos ou acompanhados, na cidade templária.

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MANHÃ

Começamos o nosso passeio na Avenida General Bernardo Faria, porque quer vão de comboio ou expresso, é lá que saem, na Estação ou Rodoviária, respectivamente. Também há muito estacionamento nessa zona, caso optem pelo carro. A pé são 10 minutos até do centro da cidade.

Sigam em direcção ao rio Nabão até à Casa dos Cubos, o edifício prémio nacional de arquitectura, e se quiserem atravessem e visitem a Igreja de Santa Maria do Olival. Senão continuem pela belíssima zona ribeirinha até à Roda do Mouchão, memória árabe que em tempos era crucial para a rega. Atravessem para o único ilhéu que se mantém nos nossos dias, também chamado de Mouchão, e percam-se pelos jardins com cafés para esplanar ao sol. Depois voltem a atravessar a pequena Ponte D. Manuel I e explorem as ruelas até à Praça da República.

Há vários restaurantes à escolha mas nós sugerimos que não deixem de experimentar o Taverna Anqiqua, mesmo ao lado dos edifício dos Paços do Concelho, mesmo em frente à Igreja Matriz de São João Baptista e estátua do fundador da cidade, D. Gualdim Pais, Mestre Templário. Preparem-se para uma experiência bem diferente a comer à luz das velas e provar Hidromel ou cerveja artesanal. Além de pratos deliciosos, como o Bacalhau à Mercador ou o Javali/Veado com molho de frutos do bosque, também há prato vegetariano. Os preços rondam os 10€ o prato. Dicas: façam reserva e, quando lá estiverem, vão à casa-de-banho.

TARDE

Depois de almoço, e se já estiver aberta (neste momento está encerrada para obras), visitem a Sinagoga, na antiga judiaria de Tomar. É o mais antigo templo sefardita construído de raíz ainda intacto em Portugal, feito em meados do século 15. Depois sigam por trás dos Paços do Concelho, pela Calçada de Santiago, em direcção ao Castelo Templário e ao Convento de Cristo. Parece mais, mas são apenas uns 10 minutos a pé. Também podem ir pelo percurso histórico-natural da Mata Nacional dos Sete Montes, cuja entrada é em frente à estátua do Infante D. Henrique, ao funda da pitoresca Rua do Pé da Costa de Baixo.

No Convento de Cristo, aventurem-se pelo labirinto de claustros do conjunto monumental classificado pela UNESCO como Património da Humanidade em 1983. Custa 6€ a entrada, mas há descontos. Se ainda conseguirem andar mais um pouco, desçam até à cidade de novo pela Calçada de Santo André até à Capela de São Gregório, passando pela Ermida da Nossa Senhora da Conceição. Para rematar, a caminho do carro, estação ou rodoviária, parem para lanchar na pastelaria Legenda Medieval (Avenida Doutor Candido Madureira 83) e provem uma Fatia de Tomar ou um Beija-me Depressa.

 

A história de Tomar mete respeito, até porque remonta a 30 mil anos por causa do excelente clima, água abundante, fácil comunicação fluvial e excelentes solos. É fácil perceber que por lá passaram várias civilizações, por exemplo os romanos, que deixaram a planta típica da organização urbanística das cidades, freiras e frades pelos conventos e doçaria  e os árabes que lhe deram o nome – Tomar vem de Tamaramá, que significa doces águas. Mas de todos os vestígios, a primeira coisa que salta à vista é mesmo o castelo, construído ao longo de 40 anos no século 12 pela Ordem dos Templários. Depois, já no século 14, Infante D. Henrique desenvolveu a terra e, no século 16, arquitectos e pintores como Domingos Vieira Serrão, João de Castilho, Olivier de Gand, Fernando Muñoz, Diogo de Arruda, Gregório Lopes, João de Ruão e Diogo de Torralva tornaram Tomar um importante centro artístico. Entretanto, houve o período da dominação filipina, e em que os reis espanhóis investiram em grandes obras como o Aqueduto dos Pegões, e criaram a famosa e ainda existente Feira de Santa Iria. Desde 1950 também há a Festa dos Tabuleiros, a cada 4 anos. A próxima é este ano, 2019.

Bom passeio!

 

TOMAR 
Mais informações aqui
Contactos Câmara Municipal: presidencia@cm-tomar.pt | 249 329 800

 

 

 

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