Repelentes naturais ou as dicas de que os mosquitos não vão gostar nadinha

 

Inês Teixeira2014-05-04 14_1_Fotor-1
Antropóloga e Ambientalista
ines.af@gmail.com

 

 

 

Finalmente o Verão parece ter vindo para ficar, mas como nem tudo é Sol e calor, com ele vêm também os insectos que quase nos tiram do sério. Moscas, melgas e mosquitos, qual deles o mais chato? Felizmente, a Natureza dá-nos soluções para os seus problemas. São várias as opções ecológicas, naturais e, uma vez mais, amigas da economia caseira.

Antes de mais, é importante perceberem que, à partida, o parasita escolhe o hospedeiro de acordo com as defesas dele, por isso a vossa alimentação é essencial para dar ferramentas ao corpo para se proteger. Quando ingerimos alimentos com determinadas propriedades passamos a emanar odores dos quais os insectos não gostam. É o caso da vitamina B1, presente nos cereais integrais, nozes, cerveja (não é justificação para abusar, ok?), legumes, laranja, entre muitos outros. Mas o melhor exemplo é talvez o alho. Este Rei dos alimentos é utilizado há séculos, não só como tempero, mas também como medicamento e como amuleto de protecção, já escrevia Bram Stoker e todos os que a ele se seguiram nas histórias de vampiros. Ora, vampiros há muitos, mas felizmente o alho está à mão de semear.

Tratada a parte interna, temos toda uma flora que também ajuda a repelir os insectos sugadores de sangue externamente. A forma de a utilizar fica à escolha do freguês: como óleo essencial*, vela aromatizada ou simplesmente a própria planta em vaso ou espalhada no jardim. Estas são as de que mais gostamos:

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Quando combinado, o efeito das plantas intensifica-se. Por exemplo, a citronela com gerânio é uma óptima mistura para repelir mosquitos. E também podem criar soluções para pulverizar. Experimentem: limão com vinagre de cidra, água e hortelã-pimenta (ou outra planta repelente). Para além de serem eficazes contra insectos (inclusive pulgas), deixam o ambiente com um aroma fresco.

Algumas destas dicas estendem-se também aos amigos de 4 patas. A citronela ajuda os cães a dizerem adeus aos mosquitos, e aumenta a probabilidade de ficarem longe do flebótomo, o insecto que transmite doenças como a leishmaniose. Mas atenção, não é para usar em gatos. Para eles é indicado o gerânio, e aos cães também. Existem mesmo coleiras mais naturais à base da planta, Já agora, o óleo de Neem também ajuda no combate às pulgas.

Vamos lá afugentar estes insectos munidos de ferramentas especiais que atingem a nossa pele e o nosso sistema nervoso. Desta forma ficamos todos contentes: nós por não sermos massacrados e eles por não serem esborrachados.

 

* É importante seguir as recomendações de cada óleo essencial, pois nem todos dão para utilização tópica, ou para serem usados na presença de animais de estimação.

 

 

 

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