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Sabem que podem visitar a estufa do Jardim Botânico?

Curiosos em relação à bonita estrutura de ferro e vidro que esteve em processo de remodelação durante cerca de 5 anos? Já podem ir conhecer este local emblemático do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (JBUC ou Jardim Botânico) e saber mais sobre esta aliança perfeita entre a botânica e a arquitectura.

Já começaram as visitas guiadas à Estufa Grande do Jardim Botânico que procuram mostrar o espaço recentemente renovado e as plantas já disponíveis, ainda em fase de adaptação à sua nova casa. Estas visitas são gratuitas, decorrem às segundas, quartas e sextas e necessitam de inscrição obrigatória (uma inscrição por pessoa), uma vez que as vagas são limitadas.

Aproveitámos uma manhã para mergulhar no universo esteticamente harmonioso e sereno daquela que é a casa para plantas que precisam de um ambiente diferente do exterior. A Estufa é composta por três salas que acolhem uma colecção rica, com cerca de 200 espécies de ecossistemas tropicais húmidos.

O projecto de remodelação da Estufa é da autoria de João Mendes Ribeiro e foi distinguido diversas vezes ao longo do último ano por  preservar a traça original daquele que é um dos primeiros exemplos do vidro e do ferro na arquitectura em Portugal e incorporar novas tecnologias de climatização.

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A Estufa, de 1855, demorou 10 anos a ser construída e, em 1965, ficou em condições de receber as primeiras plantas e crescer em termos de património vegetal. Desde essa altura que não sofria uma remodelação tão profunda quanto a que foi iniciada em 2013. Na verdade, as obras de remodelação demoraram 5 anos porque, durante os trabalhos de recuperação da estrutura foram encontrados vestígios de uma outra estufa ainda mais antiga.

Em relação à estufa original (de 1955), as principais alterações prendem-se com a introdução de sistemas de gestão técnica de aquecimento, humidificação e circulação de ar que permitem a recriação de condições ideais de desenvolvimento das plantas tropicais. Nas três salas, existem diversos sensores (que medem a velocidade do vento, a temperatura, o índice de humidade, etc.) e que permitem que aquele controlo seja efectuado à distância.

Uma primeira sala é apresentada como um espaço multifacetado. A intervenção recente retirou os canteiros térreos para também poder acolher exposições de outros coleccionadores de plantas e até outro tipo de eventos não ligados à botânica, como a realização de concertos.
Avançando para a segunda sala, percebemos que foi a zona mais alterada e o destaque recai sobre a construção de um lago grande que vai acolher o maior nenúfar do mundo. É impossível não reparar num conjunto de orquídeas que não necessitam de solo para se manterem vivas e que sobrevivem apenas com a humidade atmosférica.
Por último, chegamos à sala com humidificação tropical e que reúne uma mostra de plantas que revelam a importância que a botânica tem na nossa vida (e à mesa): café, frutas (manga, côco), gengibre, pimenta e muitos outros alimentos. Também há um pequeno trio de quina, uma planta que foi determinante na cura da malária. Destacamos ainda uma colecção maior do que a anterior de plantas carnívoras. Não fiquem com os nervos em franja: apesar das armadilhas que vão abrindo e fechando consoante os movimentos de invasores, estas plantas comem insectos – e não humanos, como se vêem nos desenhos animados.
A visita teve a duração de 1hora e foi um mergulho fabuloso pelo universo da botânica – tantas vezes visto como um universo paralelo para os que vivem vidas mais citadinas.

Aqui encontram toda a informação sobre a história da Estufa do Jardim Botânico da UC.

Sugerimos que aproveitem o pretexto para explorar as restantes áreas do Jardim Botânico, o museu vivo mais bonito de Coimbra. Garantimos que vão sentir que é uma viagem especial, sem sair da cidade.

 

VISITAS GUIADAS À ESTUFA DO JARDIM BOTÂNICO

Datas e inscrições

Contactos: 239 855 215

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