COOLTURA

Cafuné para os nossos ouvidos

Podemos reconhecer tudo e nada. O cabelo e a pele morena do Caetano quando era jovem com a melancolia poética de Paulo Moska, mas numa voz mais aguda do que o habitual, mais doce, e a electrónica a dar-lhe o toque de modernidade que faz a diferença. Mas o Brasil está todo lá, não tivesse Castello Branco nascido (com esse mesmo nome) na toca do lobo, em pleno bairro da Tijuca no Rio de Janeiro, morada de Tom Jobim, Tim Maia, Jorge Ben, Erasmo Carlo, Milton Nascimento, Gabriel o Pensador, Ivan Lins.

Castello Branco está de regresso a Portugal e passa dia 26 pelo Salão Brazil. O músico, que tem sido apontado como um dos grandes novos nomes da música popular brasileira, está a fazer uma digressão de apresentação do mais recente disco, Sintoma (2017), com oito paragens pelo nosso país fora. O disco é o segundo trabalho de originais do carioca, sucessor de Serviço (2013), eleito um dos melhores discos do ano pela crítica brasileira.

Desde que se mudou para São Paulo, Castello Branco passou a produzir eventos de música electrónica e  a incorporar gradualmente a mesma nas próprias criações, ao mesmo tempo que foi começando a escrever. Editou a colecção de poemas Simpatia (edição independente, 2016), que apresentou na Feira do Livro do Porto. De resto, a ligação de Castello Branco a Portugal tem sido reforçada nos últimos anos e desta vez o músico apresenta-se em formato banda, num registo menos intimista e mais folk e electrónico.

O disco está disponível online aqui, mas desconfiamos que vale a pena vê-lo e ouvi-lo de perto.

26 ABRIL | 22H | CONCERTO: CASTELLO BRANCO
Salão Brazil – Largo do Poço nº 3, 1º Coimbra
Bilhetes: 7€

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