PASSEIOS

Coimbra, cidade postal: miradouros

Ah, regalar os olhos a ver a cidade. Pode não parecer um programa surpreendente ou inovador, já que deambulamos por estas ruas e nelas carregamos a lufa-lufa dos nossos dias, as nossas preocupações, os nossos sonhos.

É bom parar para apreciar, para fotografar, para namorar, para conversar, para segredar, para piquenicar, para brincar… E enquanto não nos lembramos de mais verbos, aqui fica a sugestão de um programa que não custa um cêntimo: quatro miradouros para apreciar os contornos de Coimbra, esta nossa cidade-postal.

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Penedo da Saudade

Este recanto elevado, rochoso e ajardinado, mereceu o nome por ser o local, então conhecido por Pedra dos Ventos, onde D. Pedro ía frequentemente chorar a perda da sua saudosa Inês.

No séc. XX, por ocasião de reuniões de cursos e outros eventos académicos, passou a ser hábito colocar, ao longo do jardim, lápides com versos, particularmente no recanto do jardim denominado “sala dos cursos”.  As alamedas cuidadas do jardim contam ainda com a presença de bustos de poetas emblemáticos da cultura portuguesa, como António Nobre ou Eça de Queirós.

Jardim Botânico

Com cerca de 13 hectares de área, o Jardim Botânico de Coimbra, integrado na Universidade Coimbra e alvo de grandes remodelações em meados do sec. XVIII, foi criado no sentido de complementar o estudo da História Natural e da Medicina.

A maior atracção do Jardim é a magnífica Estufa Grande, recentemente remodelada com um projecto de João Mendes Ribeiro, que preservou a traça original deste edifício que é um dos primeiros exemplos do vidro e do ferro na arquitetura em Portugal.

A Estufa Grande será a casa de uma colecção rica de plantas, com cerca de 200 espécies que nos transportam até aos climas tropicais, subtropicais e temperados. A Sala Central será o espaço de excelência da Victoria regia, que ainda se encontra na sua fase inicial de desenvolvimento.

Mosteiro de Santa-Clara-a-Nova

O convento de Santa Clara de Coimbra foi fundado nos inícios do século XIV, na margem esquerda do rio Mondego. Santa Isabel de Aragão, esposa do rei D. Dinis e padroeira da cidade, foi a principal benfeitora da instituição e escolheu o local para o seu sepultamento. O mosteiro primitivo era vítima de inundações constantes e, em 1649, deu-se início à construção de um novo edifício para a comunidade de Clarissas.

Com a morte da sua última freira, em 1891, extinguiu-se a antiga comunidade religiosa e, a partir de 1896, a Confraria da Rainha Santa Isabel tornou-se a legítima proprietária dos espaços monásticos da igreja, claustro, cerca do corredor, casas do hospício e hospedaria do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

Miradouro do Vale do Inferno

Situado na margem esquerda do rio Mondego, que oferece as melhores vistas de Coimbra, este miradouro fica na antiga estrada que descia para a ponte de Santa Clara e apresenta o panorama mais “completo” sobre a cidade. Daquela varanda, vê-se o Choupal, a Lapa dos Esteios, a Quinta das Lágrimas, as margens e o curso do Mondego, bem como a Baixa e a Alta da cidade.

 

Penedo da Saudade | Avenida Marnoco e Sousa

Jardim Botânico | Entrada pela Rua Arco da Traição
Aberto ao público todos os dias: das 9h às 20h (horário de Verão, entre 01/04 e 30/09) ou das 9h às 17h30 (horário de Inverno, entre 01/10 e 31/03)

Mosteiro de Santa-Clara-a-Nova | Calçada Santa Isabel

Miradouro do Vale do Inferno | Ladeira Vale do Inferno

 

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